Sistema de ensino mundial forma alunos medianos e ignora talentos
Modelo educacional investe nas fraquezas, não valoriza talentos naturais e nivela por baixo
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O sistema de ensino adotado em grande parte do mundo nasce de uma estrutura em que os alunos devem atingir um nível mínimo de conhecimento em todas as disciplinas para avançar para a série seguinte.
À primeira vista, parece razoável que se saiba um pouco de tudo, mas, na prática, é um método que coloca a média como parâmetro e não valoriza os talentos naturais.
Veja também
E aqui vai um exemplo:
Um aluno muito bom em língua portuguesa, mas com dificuldade em matemática, terá que investir tempo se dedicando à sua fraqueza, enquanto não recebe qualquer incentivo para alcançar excelência na disciplina em que se destaca.
Ou seja, é um sistema que ignora talentos, desperdiça potenciais e treina gerações inteiras para serem apenas suficientes e não excepcionais. E o aluno que não se encaixar será considerado problemático.
Se esse sistema já possui o erro estrutural de conduzir os alunos à mediocridade, no Brasil as coisas são ainda piores. Com a implementação dos ciclos e o fim da repetência anual, a exigência de aprendizado é muito menor. Afinal, o aluno seguirá para o próximo ano mesmo que tenha aprendido pouco ou nada.
E, ainda que as intenções dos sistemas de ciclos sejam boas, os resultados são ruins. Desde a sua consolidação, na década de 1990, dados oficiais mostram que o ensino brasileiro está estagnado ou com desempenho inferior ao de décadas anteriores.
Agora, compare como o mundo era 30 anos atrás e como é hoje para concluir se é aceitável que um país que tinha tudo para ser de Primeiro Mundo esteja não só parado no tempo, mas regredindo.
Enquanto o ensino brasileiro retrocede, o mundo real avança em alta velocidade, exigindo cada vez mais desempenho, capacidade, diferenciação, excelência. Uma escola que foca nas fragilidades e no generalismo está totalmente desconectada do mercado de trabalho, que, por sua vez, só aceita, mantém e recompensa especialistas consistentes.
Essa desconexão é patente diante de tantas pessoas com diplomas, mas sem as competências mínimas necessárias para exercer suas funções. Os currículos impecáveis (devidamente inflados e floreados) não resistem a uma entrevista preliminar, mostrando que anos de escolaridade não representam capacidade nem preparo.
A grande questão é: será que devemos continuar votando naqueles que ignoram a realidade e insistem em enaltecer um modelo de ensino que claramente não produz os resultados que promete?

















