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Pesquisa indica que castração pode prolongar a vida de diversas espécies de mamíferos

Estudo internacional sugere que limitar a reprodução direciona energia biológica para a manutenção do organismo

Viva a Vida|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisas indicam que a castração pode aumentar a longevidade de mamíferos.
  • Estudo analisou 117 espécies em zoológicos, mostrando um aumento médio de 10% na vida de animais reproduzidos com controle hormonal ou esterilização.
  • Machos castrados tiveram uma expectativa de vida 19% maior, enquanto fêmeas de babuínos-hamadrias tiveram um aumento de 29% com contracepção hormonal.
  • O estudo conclui que os altos custos biológicos da reprodução afetam negativamente a saúde e imunidade dos animais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Até mesmo os primatas vivem mais quando são castrados Freepik

Um grande estudo internacional identificou que impedir a reprodução está associado a uma vida mais longa em diversas espécies de mamíferos.

A análise, que reuniu dados de 117 espécies mantidas em zoológicos e aquários e uma meta-análise de 71 estudos científicos, indica que animais submetidos à contracepção hormonal contínua ou à esterilização cirúrgica permanente viveram, em média, cerca de 10% mais do que aqueles que se reproduziram normalmente.


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A pesquisa parte de um princípio central da biologia evolutiva: os organismos precisam dividir energia limitada entre a reprodução e a manutenção do corpo. Espécies que investem muito em gerar descendentes tendem a ter menor longevidade, enquanto aquelas com menor taxa reprodutiva costumam viver mais. O novo levantamento amplia as evidências de que esse equilíbrio influencia diretamente a expectativa de vida em uma grande variedade de mamíferos.


O trabalho foi conduzido por uma equipe internacional que incluiu cientistas do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. Segundo os autores, ambientes controlados como zoológicos oferecem condições ideais para comparar animais submetidos a diferentes formas de controle reprodutivo, uma vez que fatores como alimentação e cuidados veterinários tendem a ser semelhantes.


Os resultados mostraram efeitos consistentes em vários grupos, incluindo primatas, marsupiais e roedores. Em alguns casos, os ganhos de longevidade foram expressivos: fêmeas de babuíno-hamadrias que receberam contracepção hormonal viveram 29% mais, enquanto machos castrados da mesma espécie tiveram aumento médio de 19% na expectativa de vida.


De acordo com os pesquisadores, a reprodução exige grande investimento biológico. Gravidez, lactação, produção de espermatozoides, comportamentos de acasalamento e cuidado parental consomem energia significativa. Além disso, hormônios sexuais como testosterona e estrogênio influenciam crescimento, comportamento e processos de envelhecimento, podendo reduzir recursos destinados à manutenção do organismo ao longo do tempo.

Embora o aumento da longevidade tenha sido observado em ambos os sexos, os mecanismos parecem diferentes. O autor principal, Mike Garratt, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, afirma que, nos machos, apenas a castração — e não a vasectomia — prolonga a vida, sugerindo que a retirada da testosterona, especialmente no início da vida, tem papel central no efeito observado. Nas fêmeas, diversas formas de esterilização mostraram impacto positivo, provavelmente por aliviar os altos custos fisiológicos da gestação e da amamentação.

O estudo também analisou padrões de mortalidade. Machos castrados apresentaram menor risco de morte ligada a comportamentos agressivos ou de risco, enquanto fêmeas com reprodução bloqueada morreram menos por infecções, o que reforça a hipótese de que a reprodução pode enfraquecer o sistema imunológico devido ao alto gasto energético envolvido.

Publicado na revista Nature, o estudo conclui que os custos biológicos da reprodução são substanciais e mensuráveis, aprofundando a compreensão sobre como machos e fêmeas equilibram, de maneira distinta, sobrevivência e reprodução ao longo da evolução.

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