Do condicionamento à autoconfiança: o boom feminino nas lutas
Mais do que exercício, modalidades de combate ganham espaço como ferramenta de autoestima, saúde mental e defesa pessoal
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Se antes os esportes de luta eram vistos como território masculino, hoje o cenário é outro — e ele está mudando rápido.
Cada vez mais mulheres estão entrando no tatame não apenas em busca de condicionamento físico, mas principalmente de algo mais profundo: autoconfiança, segurança e equilíbrio emocional.
Dados do Ibope Repucom mostram que o interesse feminino por esportes cresceu 20% nos últimos anos — mais que o dobro do avanço entre os homens. E, quando o assunto são esportes de combate, esse movimento fica ainda mais evidente. Um levantamento da Maximum Boxing aponta que seis em cada dez mulheres pretendem iniciar, manter ou retomar a prática em 2026.
Mas o que explica esse crescimento? Os benefícios físicos são claros — mas não são os únicos.
“A luta melhora o condicionamento físico, aumenta a resistência, fortalece a musculatura e tonifica o corpo sem causar hipertrofia exagerada. Além disso, desenvolve a agilidade, equilíbrio, postura e mobilidade, enquanto contribui para o controle da ansiedade e do estresse”, explica Leandro Longo, sócio-fundador da Maximum, ex-atleta e treinador de muay thai.
Modalidades como muay thai, boxe e MMA também se destacam pelo alto gasto calórico e impacto positivo na composição corporal. “Esses treinos combinam exercícios aeróbicos com força, aceleram o metabolismo, ajudam na redução de gordura e no fortalecimento do corpo”, completa o especialista.
Autoconfiança que vai além do treino
Se o corpo muda, a mente acompanha — e esse talvez seja um dos maiores diferenciais.
“Praticar lutas fortalece a autoestima e a autoconfiança ao desenvolver não só técnicas de defesa pessoal, mas também disciplina e consciência corporal. A evolução nos treinos e a superação de desafios geram uma sensação real de conquista, que ultrapassa o tatame”, afirma Leandro Longo.
O ambiente também faz diferença. Grupos de treino, especialmente entre mulheres, criam uma rede de apoio que potencializa esse processo.
Defesa pessoal: mais preparo, menos medo
Em um cenário de crescente preocupação com a segurança, não é surpresa que a defesa pessoal seja uma das principais motivações. Mais da metade das mulheres acredita que se sentiria mais segura ao caminhar sozinha após iniciar a prática.
E, na prática, o treino ajuda — mas com um ponto importante. “As lutas aumentam a capacidade de resposta em situações adversas, desenvolvendo preparo físico, reflexos rápidos e tempo de reação. Mas não garantem segurança absoluta: são uma preparação complementar, não um escudo”, alerta o profissional.
Qual modalidade escolher?
Entre as preferidas do público feminino, o muay thai lidera, seguido por jiu-jitsu e boxe.
“O muay thai se destaca porque trabalha socos, chutes, cotoveladas e joelhadas, desenvolvendo força, velocidade e reflexos rápidos. Mas tudo depende de como você aplica essas habilidades”, explica o treinador Leandro.
Para quem está começando, a dica é simples: “O ideal é fazer uma aula experimental e entender com qual modalidade você se identifica. A escolha precisa trazer prazer e motivação para que a prática se torne constante.”
Saúde, rotina e consistência
Não existe fórmula mágica — mas existe consistência.
Para iniciantes, duas a três sessões por semana já são suficientes para começar a sentir os benefícios. “Não é necessário seguir uma dieta específica, mas uma alimentação equilibrada potencializa os resultados, melhora o desempenho e ajuda na recuperação muscular”, orienta Longo.
Mais do que uma tendência, o crescimento feminino nos esportes de combate revela uma mudança de comportamento. Se antes o foco era apenas estético, hoje ele se amplia: cuidar do corpo, da mente e da própria segurança.
E talvez seja justamente isso que esteja levando cada vez mais mulheres a dar o primeiro soco — não contra alguém, mas contra antigos limites.
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