Entrevistar Adriane Galisteu mexeu comigo — e eu não esperava por isso
Um encontro inesperado que trouxe ensinamentos e emoções profundas

Eu já tinha ido aos estúdios de A Fazenda uma vez na vida, muitos anos atrás, junto com o meu pai. Então, voltar para aquele lugar agora foi diferente. Assim que eu cheguei, bateu um sentimento difícil de explicar… uma mistura de lembrança, saudade e aquela sensação de “eu já estive aqui”. Só que, dessa vez, era outro momento.
Antes eu era só um menino acompanhando meu pai. Agora eu estava voltando a trabalho. Com o meu próprio projeto. E eu confesso: isso mexeu comigo.
Só que, no meio de toda essa emoção, veio outra coisa… o nervosismo. Porque quando me avisaram que eu ia entrevistar a Adriane Galisteu, eu travei por alguns segundos.
A Galisteu é a Galisteu. Não tem nem o que falar. Na minha cabeça começou aquela avalanche de pensamentos: “E se eu gaguejar?” “E se eu não souber o que perguntar?” “E se eu ficar nervoso demais e não conseguir ser natural?”
Mas aí aconteceu uma coisa que se repetiu várias vezes nessa jornada: eu fui recebido com carinho.
Assim como aconteceu com a Mariana Godoy, a Galisteu foi extremamente gentil comigo desde o primeiro momento. E o mais curioso é que, logo de cara, ela soltou uma frase que mudou completamente a energia da nossa conversa. Ela olhou pra mim e disse: “Você sabe que eu já te peguei no colo, né?”
E, na sequência, ela me mostrou uma foto. Era ela, eu ainda bebê, no colo… e meu pai ao lado. Na hora eu fiquei sem reação. Ela ainda brincou: “Vamos refazer essa foto?”
E eu lembro de pensar: “Putz… eu estou me sentindo em casa aqui.”
Mas isso foi depois. Porque, no começo, no momento da entrevista mesmo, eu ainda estava nervoso. E não era só por estar falando com ela — era por todo o clima ao redor.
Quando eu cheguei no estúdio, ela estava super elegante, com aquela roupa com cara de fazenda, mas, ao mesmo tempo, com uma energia e um brilho que impressionam. Tinha maquiadores, equipe, staff, luz, câmera… um time inteiro em volta dela. E o detalhe é que ali tudo tem uma tensão diferente, porque é um estúdio que pode entrar ao vivo a qualquer momento. Quando eu vi aquilo tudo, eu pensei: “Meu Deus… agora o negócio tá sério.”
Mesmo assim, ela tem um carisma tão grande que, aos poucos, foi me deixando mais solto. Ela conversa como se fosse um bate-papo entre amigos. É o tipo de pessoa que faz você respirar e lembrar que, no fim, é só uma conversa.
E foi muito legal, porque a gente falou sobre coisas que eu nem imaginava que iriam aparecer. Ela me deu um conselho que eu guardei no coração. Ela disse que eu preciso ter a minha própria essência. Que eu sou diferente do meu pai. Mas que eu nunca devo esquecer que ele sempre vai estar conectado com a minha história.
Eu achei isso muito forte, porque não é um conselho que todo mundo dá. Foi um jeito muito bonito de falar sobre identidade, legado e caminho próprio — sem apagar o que veio antes.
E além disso, ela tocou em um assunto que me marcou muito: a televisão ao vivo. Ela me explicou que no gravado você pode errar, repetir, ajustar, editar. Mas no ao vivo… tudo o que você falar, tudo o que acontecer, vai contar. Você precisa saber improvisar. Precisa saber contornar uma situação. Precisa ter jogo de cintura.
E isso me fez pensar na hora no meu pai, porque ele fez programa ao vivo a vida inteira. E foi muito simbólico ouvir isso de alguém que também tem essa experiência, que também viveu muito ao vivo, e que entende a diferença real entre o improviso e o que é roteirizado.
No fim, eu saí daquela gravação com uma sensação que eu venho sentindo em cada etapa desse projeto: cada pessoa me ensina uma coisa diferente. E o mais louco é perceber que, de alguma forma, todos esses ensinamentos se conectam.
Na Fazenda, além de tudo isso, eu também tive a chance de conhecer uma parte que eu nunca tinha visto na minha vida: o switcher, a sala onde tudo acontece. O lugar onde as câmeras são controladas, onde as decisões são tomadas, onde a mágica da TV realmente acontece. E ver isso de perto foi mais um daqueles momentos em que eu pensei: “Caramba… que oportunidade.”
Eu ainda tenho muito o que aprender. Mas eu sinto que estou no caminho certo.
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