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Como Ser Saudável

Metabolismo 40+: por que emagrecer fica mais difícil — e o que fazer para virar o jogo

O corpo muda, mas não está ‘quebrado’: saiba como ajustar alimentação, treino e rotina para responder melhor nessa fase

Como Ser Saudável|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após os 40 anos, o metabolismo sofre mudanças significativas que dificultam o emagrecimento.
  • A queda de hormônios e a perda de massa muscular estão diretamente relacionadas ao acúmulo de gordura abdominal.
  • Estratégias como fortalecer a musculatura, melhorar a qualidade do sono e gerenciar o estresse são essenciais para reverter essas alterações.
  • O foco deve ser na eficiência metabólica e não apenas na estética, promovendo saúde e vitalidade na fase adulta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Se você já pensou “eu faço tudo igual, mas meu corpo não responde mais como antes”, saiba que isso não é impressão. Depois dos 40 anos, o metabolismo realmente muda — e entender esse processo é o primeiro passo para virar o jogo.

Eu também senti essa mudança. E confesso: no começo, me assustei. O corpo já não respondia como antes. O que funcionava aos 30 parecia não funcionar mais. A energia variava, o espelho começava a mostrar pequenas transformações que eu não estava preparada para enxergar. E tudo bem admitir isso.


Hoje, prestes a completar 43 anos, eu olho para trás com mais carinho comigo mesma. Em vez de brigar com o meu corpo, eu decidi entendê-lo. Busquei conhecimento. Li, estudei, conversei com profissionais, ajustei minha alimentação, meu treino, minha rotina.

E isso fez toda a diferença. Não foi sobre voltar aos 20. Foi sobre reconquistar saúde, disposição e confiança. Foi sobre perceber que maturidade não é perda — é consciência. É aprender a jogar o jogo com novas regras.


Se tem algo que essa fase me ensinou é que informação liberta. Quando a gente entende o que está acontecendo, deixa de se culpar e começa a agir com estratégia — e com mais gentileza consigo mesma.

Ajustes na alimentação e na rotina de treinos proporcionaram vitalidade e força muscular. Arquivo Pessoal

E eu te pergunto: você também tem sentido essas mudanças?


Talvez não seja falta de força de vontade. Talvez seja só uma nova fase pedindo novos ajustes. E quanto antes a gente entende isso, mais leve o caminho fica.

E como informação importante precisa ser compartilhada, conversei com a nutricionista e esteticista especialista em pele Sheila Mustafá, que explicou que a desaceleração não acontece por acaso. “Após os 40, há redução da taxa metabólica basal e perda natural de massa muscular. Isso favorece maior resistência à insulina e acúmulo de gordura, principalmente abdominal.”


Além disso, ocorre queda de hormônios como estrogênio, progesterona, testosterona e GH, somada a um processo chamado inflamação crônica de baixo grau — um envelhecimento metabólico silencioso que impacta peso, energia e até a pele.

E aqui vem um ponto importante: não é só a balança que muda. “A queda do metabolismo também impacta a pele, com perda gradual de colágeno, que tende a piorar sem intervenção.”

Ou seja: metabolismo, energia, composição corporal e estética caminham juntos.

Por que emagrecer parece mais difícil?

Mesmo mantendo dieta e exercício, o resultado pode não ser o mesmo de antes. Isso acontece porque o gasto energético diminui — principalmente quando há perda de massa muscular. “O músculo é um órgão metabolicamente ativo. Quanto mais massa muscular, maior a taxa metabólica basal e melhor a produção de energia celular”, explica a nutricionista.

Quando o músculo diminui, o corpo gasta menos energia. Se a isso somarmos dietas muito restritivas, sedentarismo e estresse crônico, o metabolismo pode desacelerar ainda mais. O sono também entra na conta. Dormir mal altera hormônios ligados à fome e à saciedade, aumenta o desejo por carboidratos e favorece o acúmulo de gordura abdominal.

“Muitas vezes a mulher mantém as mesmas estratégias de antes, mas o corpo mudou. Ainda assim, os 40 são uma excelente janela para cuidar do metabolismo antes de maiores dificuldades próximas aos 50″, completa a nutri.

Menopausa: não é só sobre hormônios

A transição para a menopausa intensifica essas mudanças. A queda do estrogênio favorece maior acúmulo de gordura abdominal, piora da resistência à insulina e alterações no colesterol.

Na pele, o impacto é visível: “Há perda de cerca de 30% do colágeno nos primeiros cinco anos após a última menstruação, resultando em pele mais fina, flácida e menos hidratada”, relata Sheila.

Mas é importante lembrar: menopausa é uma fase biológica, não uma doença. E exige estratégia individualizada.

Os hábitos que mais sabotam o metabolismo

Sedentarismo, dietas restritivas sem personalização, excesso de álcool e estresse crônico são alguns dos principais vilões. “O sedentarismo acelera a perda de massa muscular. Já dietas muito restritivas e baixa ingestão de proteína comprometem a produção hormonal e a recuperação metabólica”, alerta a especialista.

O estresse constante aumenta o cortisol, favorece gordura abdominal e mantém o corpo em estado inflamatório — o que também impacta pele, energia e disposição.

Metabolic Beauty: quando beleza e metabolismo se conectam

É nesse contexto que surge o conceito de Metabolic Beauty.

“A beleza externa passa a ser reflexo de um funcionamento metabólico interno adequado. Depois dos 40, deixa de ser apenas estética e passa a ser bioquímica.”

A proposta não é parecer mais jovem, mas manter vitalidade, viço, luminosidade e saúde celular.

Por onde começar agora?

Se você quer recomeçar, o primeiro passo não é cortar carboidrato ou entrar na dieta da moda.

“O primeiro passo é o autoconhecimento. Antes de pensar em emagrecimento, é preciso regular o metabolismo. A beleza externa passa a ser reflexo de um funcionamento metabólico interno adequado. Depois dos 40, deixa de ser apenas estética e passa a ser bioquímica”, é nesse contexto que surge o conceito de Metabolic Beauty. “A proposta não é parecer mais jovem, mas manter vitalidade, viço, luminosidade e saúde celular”.

Dormir melhor, incluir treino de força pelo menos três vezes por semana, reduzir ultraprocessados, ingerir proteína adequada e manejar o estresse são pilares essenciais.

Mais do que emagrecer, o objetivo é tornar o corpo metabolicamente mais eficiente. Quando isso acontece, ele responde — e os resultados deixam de ser apenas estéticos para se tornarem estruturais.

Depois dos 40, o corpo muda. Mas ele não está quebrado. Ele só precisa de uma nova estratégia.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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