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Como Ser Saudável

Torresmo substitui colágeno? Especialista revela a verdade por trás da tendência

Alimento viralizou como alternativa natural, mas tem limitações importantes para a saúde e o ganho de massa

Como Ser Saudável|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O torresmo contém colágeno, mas não é uma fonte confiável para substituí-lo.
  • Apesar de ter proteína, é pobre em aminoácidos essenciais para construção muscular.
  • O colágeno, independentemente da fonte, se transforma em aminoácidos durante a digestão.
  • Consumo frequente de torresmo pode ser prejudicial devido à gordura saturada e calorias, devendo ser limitado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar de rico em colágeno, o torresmo deve ser consumido com moderação e não substitui proteínas de alto valor biológico InteligênciaArtificial/ChatG

Se você já viu alguém dizer que torresmo pode substituir suplemento de colágeno, saiba que essa história tem um fundo de verdade — mas está longe de ser tão simples quanto parece.

Afinal, o torresmo é feito da pele do porco, uma estrutura naturalmente rica em colágeno. Em média, 100 gramas do alimento podem ter entre 20 e 30 gramas de proteína, grande parte composta por essa proteína estrutural. Além disso, também há presença de gelatina, que nada mais é do que o colágeno parcialmente quebrado.


Mas é justamente aí que começa o ponto de atenção.

Apesar da quantidade de proteína, o torresmo não é considerado uma fonte de alto valor biológico. “Ele é pobre em aminoácidos essenciais — como leucina, isoleucina, valina e triptofano — fundamentais para a construção muscular", explica o nutrólogo Vitor Fernandes Lucas. “Ele tem proteína, mas não substitui carne, ovos ou whey quando o objetivo é ganho de massa”, completa o doutor.


Outro ponto importante é entender como o corpo utiliza o colágeno. Independentemente da fonte — seja torresmo, gelatina ou suplemento —, essa proteína é quebrada durante a digestão e transformada em aminoácidos antes de ser absorvida. Ou seja: o organismo não aproveita o colágeno “pronto”.

Isso não significa que os suplementos são inúteis, mas também derruba a ideia de efeitos milagrosos. “Existe um exagero nas promessas. O colágeno pode trazer benefícios modestos para a pele, articulações e tendões, mas não faz milagre — principalmente se a alimentação não estiver adequada”, destaca o especialista.


Inclusive, em termos práticos, outras fontes de proteína de qualidade — como frango, ovos, peixe ou whey — podem cumprir melhor o papel de manter a saúde e a composição corporal.

O uso do colágeno pode fazer mais sentido em situações específicas, como em casos de lesões de tendões e ligamentos. Nesses cenários, estudos apontam benefício com a ingestão de colágeno associada à vitamina C antes do treino.


Por outro lado, o consumo frequente de torresmo acende um alerta importante.

O alimento é rico em gordura saturada, calórico e pode conter compostos prejudiciais formados durante a fritura. O consumo frequente pode estar associado a:

  • aumento do colesterol LDL
  • inflamação metabólica
  • piora do perfil lipídico
  • maior risco cardiovascular

“Dentro de uma dieta equilibrada, consumir de 30 a 50 gramas ocasionalmente não costuma ser problema. Mas ele não deve ser tratado como fonte diária de proteína”, orienta o nutrólogo.

No fim das contas, a resposta é clara: o torresmo até tem colágeno, mas está longe de ser uma alternativa saudável ou eficiente aos suplementos — e muito menos à alimentação equilibrada.

“90% do resultado vêm da base: ingestão adequada de proteínas, bons micronutrientes, treino e sono. Suplemento é complemento, não solução”, finaliza o doutor Vitor Fernandes Lucas.

O torresmo pode até conter colágeno e proteína — e, em alguns casos, em quantidades relevantes. Mas isso não o transforma em uma alternativa saudável ou equivalente a suplementos e fontes proteicas de qualidade.

No fim das contas, a lógica é simples: nem modismos nem soluções milagrosas substituem uma alimentação equilibrada.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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