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Saiba como conseguir atendimento diferenciado em viagem aos parques famosos dos EUA

O serviço de atendimento a pessoas com deficiência ou transtorno faz da viagem a parques famosos dos Estados Unidos algo único e mágico

DiFato Tudo Importa|Dionisio FreitasOpens in new window

DAS Disney Atendimento especializado minimiza possíveis dores de cabeça. Arquivo Pessoal

Após o nosso último post sobre organização de viagens, surgiram algumas dúvidas relacionadas a pessoas com algum tipo de deficiência, condição médica ou doença que necessite de atendimento ou atenção diferenciada. A maioria dessas dúvidas está relacionada aos destinos mais procurados, especialmente em passeios com crianças.

Aproveitei a minha viagem de férias para esclarecer essas dúvidas e trazê-las para vocês. Fui aos parques da Flórida acompanhado de dois parentes: um com diagnóstico de autismo e outro com idade superior a 65 anos e com problemas de saúde que incluem distúrbios de pressão e dificuldades de locomoção.

Nossas descobertas começam ainda no aeroporto, onde alguns direitos em viagens aéreas já deveriam ser conhecidos em alguma medida. Você sabe aquela fila chamada inicialmente nos embarques, voltada para as preferências legais? Sim, em voos internacionais, pessoas com diagnósticos de doenças ou transtornos têm o direito de acessar a aeronave antes mesmo dos membros dos clubes de fidelidade.

A diferença aqui é que não nos pediram nenhum laudo. Confiam na honestidade e dignidade do passageiro. Fomos guiados até os assentos por um comissário, que também nos auxiliou na acomodação das bagagens.

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Em Orlando, cidade dos inúmeros parques temáticos (Disney, Seaworld, Universal, etc.), me municiamos com todos os laudos médicos dados aos meus companheiros de viagem. Na mochila, os laudos estavam em inglês e colocados em pastas, inclusive com exames recentes.

Pegamos nosso carro alugado e seguimos até o complexo da Disney. No pedágio instalado na entrada do estacionamento, veio a primeira novidade: ao perguntar sobre o serviço de Disability Access Service (DAS), fomos orientados a seguir a linha azul pintada no asfalto.

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Antes, nos perguntaram se tínhamos a tag emitida pelo governo local. Como a resposta foi negativa, pediram que nos reportássemos ao fim da linha azul, ao funcionário que orienta os estacionamentos. Assim fizemos; expliquei que era do Brasil e que não tinha a tal identificação. Mesmo assim, ele pediu que seguíssemos até as vagas destinadas ao DAS, que ficam próximas aos portões principais dos parques. A diária do estacionamento é de US$ 30.

No parque, após passar pela identificação e raio-x, seguimos até a central de atendimento ao cliente, Guest Service, onde enfrentamos uma fila rápida. No atendimento, expliquei a necessidade dos meus convidados. O atendente, sorridente, explicou sobre o DAS e o que está incluso nele.

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Para agilizar o acesso às atrações do parque, em uma experiência mágica focada nas necessidades de quem não pode passar longas horas nas filas (em alguns brinquedos, a espera supera 2 horas), foi criada a ferramenta DAS dentro do aplicativo My Disney Experience e dentro dele o Genie+ (um assistente para utilização das atrações e agendamento delas).

O aplicativo é uma ferramenta criada pelo parque para guiar os visitantes entre as atrações. No atendimento, o funcionário perguntou sobre nossas necessidades e, mesmo confiando em nossa palavra, fez algumas perguntas às pessoas sobre suas dificuldades.

Após cadastrar nossos nomes no serviço, surgiu dentro do nosso aplicativo a ferramenta DAS. Ela é uma espécie de fila rápida, que nos dá o horário certo (inferior ao tempo da fila em cada atração) para utilização dos brinquedos. Basta chegar naquele horário e temos acesso a uma fila especial, menor, e que praticamente não nos fez esperar mais que 5 minutos.

O serviço do DAS dá direito à pessoa com deficiência, condição, transtorno ou doença ao acesso rápido e facilitado e ao seu responsável ou à sua família (com até 4 membros — beneficiário incluído até esse limite de pessoas).

Um detalhe aqui: nem todos os brinquedos dão acesso ao DAS. No momento do cadastro no Guest Service, você recebe a lista das atrações incluídas no programa (quase todas).

Nos parques da Universal, o serviço é muito similar. Mas neles, não existe um aplicativo para agendamento do horário. O ideal é fazer um cadastro prévio no site da Universal e passar por uma entrevista virtual, mas a concessão no dia da visita também é possível.

Ao passar pela central de atendimento ao cliente, você recebe um cartão físico com seus dados e número de familiares. Para acessar os brinquedos, você apresenta o cartão e o acesso pode ser imediato a uma fila exclusiva. Se o tempo de espera da atração for longo, os funcionários anotam no cartão um horário marcado para o usuário retornar e aproveitar a atração. Isso inclui até mesmo as montanhas-russas.

Parque da Universal também disponibiliza o serviço para visitantes.
Universal DAS Parque da Universal também disponibiliza o serviço para visitantes. Arquivo Pessoal

No Busch Gardens e no Seaworld, o acesso para pessoas com deficiência é muito semelhante ao da Universal, com o uso de cartões e agendamento. Talvez devido à lotação dos parques, notamos um tempo de espera um pouco maior e o agendamento em todos os brinquedos.

Atenção: em todos os parques, os agendamentos seguem a lógica do “usar e marcar”. Se você já tem uma atração agendada, só conseguirá fazer uma nova marcação após a utilização ou cancelamento da anterior.

Após o cadastramento do serviço na entrada dos parques, ele possui validade média de 30 dias. Na Disney, esse prazo é de até 60 dias e, a partir de maio de 2024, um novo formato, tanto de solicitação quanto de utilização, será implementado. Passará a ser concedido após uma entrevista virtual e terá validade de até 120 dias. O responsável deve estar junto ao usuário que gerará o benefício e solicitar com antecedência de até 30 dias da chegada ao parque.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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