Bacalhau além da bacalhoada
Chef Thiago Castanho, do renomado Sororoca Bar em São Paulo, cria receitas inusitadas de bacalhau norueguês pra quem quer provar mais do que os tradicionais pratos pascoalinos
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A Páscoa está logo ali e não tem como dissociar a data de dois alimentos sempre presentes nessa época do ano nas mesas brasileiras: chocolate e bacalhau. Mas, quando se trata do segundo, há de fato um movimento para que o bacalhau deixe de ser estrela tão somente nessas épocas festivas.
A versatilidade do produto foi colocada à vista em um jantar promovido pelo Conselho Norueguês de Pesca, em que eu estive recentemente no excelente Sororoca Bar, do chef Thiago Castanho.

O que eu pude provar passa bem longe do tradicional bacalhau com ovo, pimentão, azeitona, tomate e brócolis. Não que a receita tradicional não seja incrível. Mas é que, se observado de outros ângulos, o pescado realmente agrega uma potência inventiva para a cozinha.
O primeiro prato que Castanho apresentou (e, sinceramente, espero que um dia seja incorporado ao menu do Sororoca bar) foi o meu preferido pela leveza e crocância.
Uma salada de feijão manteiguinha, com lascas de bacalhau norueguês, pupunha ao dente, quiabo e vagem tostados no ponto corretíssimo. Tudo com coentro. Estou doida pra tentar reproduzir em casa — essa é realmente uma combinação possível de se arriscar, mesmo para quem não é um profissional da cozinha.

Na sequência, experimentei um bao de tempurá de bacalhau, com açaí, sweet chili, picles de chuchu e coentro. O sanduíche lambuzento realmente foi um dos pratos mais inéditos de bacalhau que eu já comi. Nunca havia pensado na possibilidade de usá-lo frito dentro de um pãozinho macio. Suculento.

O primeiro prato principal mostrou a técnica nortista do chef ao misturar pamonha de milho e moqueca de Saithe da Noruega. Inusitado e delicioso. Pra finalizar o uso do peixe: um belo lombo assado com pilpil de jambu — uma espécie de maionese, mas feita sem ovo — só com azeite e água de bacalhau, como Castanho fez questão de explicar aos comensais.
“As raízes amazônicas aparecem naturalmente na minha cozinha e ajudam a criar um diálogo interessante com o Bacalhau da Noruega”, disse o chef.

Saí rolando, confesso. Mas com a certeza de que há mais espaço para o bacalhau nos menus e lares brasileiros, principalmente porque há uma tendência de queda no valor do peixe importado da Noruega.
Assinado em setembro do ano passado, o acordo comercial entre Mercosul (bloco composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e os Estados da EFTA (que reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) visa eliminar as tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro.
O texto ainda precisa ser ratificado pelo Congresso e ainda não eliminaria outros impostos de circulação nacionais.
Em 2025, as exportações de pescados da Noruega para o Brasil chegaram a 107 milhões de dólares. Foram 15 mil toneladas embarcadas, o que nos torna um mercado estratégico. Mas a ideia do governo norueguês é que o bacalhau, já tão comum aqui em receitas portuguesas, transpasse essa época festiva da Páscoa.
Segundo Randi Bolstad, diretora Brasil do Conselho Norueguês de Pesca, o objetivo é que o pescado seja incorporado justamente em pratos com toques de brasilidade, como esses apresentados no menu criado pelo chef Thiago Castanho. “Para nós é muito especial ver esse ingrediente dialogando com a riqueza da gastronomia brasileira”, afirmou.
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