Ugly Fashion: quando o saco de lixo vira grife e custa milhares de reais
O luxo contemporâneo transforma o comum em desejo e nos faz questionar se pagamos pela estética ou pelo conceito
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma sacola amarela. Simples. Cotidiana. Quase invisível aos olhos mais apressados. Mas, agora, elevada ao status de objeto de desejo por uma grife de luxo e com preço que ultrapassa milhares de reais.
Parece absurdo? Talvez. Inédito? Nem um pouco.
A Balenciaga já havia causado impacto ao lançar uma bolsa inspirada em um saco de lixo, vendida por cerca de US$ 1.800 (mais de R$ 9 mil). Em outro momento, recriou a icônica sacola azul da IKEA, transformando um item comum em símbolo de exclusividade.

O que está por trás disso tem nome: Ugly Fashion. Uma tendência que desafia o conceito tradicional de beleza e redefine o próprio significado de luxo.
O luxo que provoca, diferente do luxo clássico associado à perfeição, sofisticação e acabamento impecável, o Ugly Fashion aposta no oposto, no estranho, no imperfeito, no banal, no desconfortável e, principalmente, no impacto.
A Vetements foi uma das pioneiras ao levar para as passarelas uma camiseta inspirada no uniforme da DHL vendida por cerca de € 250 (mais de R$ 1,3 mil).
A mensagem era clara: o comum também pode ser luxo, desde que carregue uma ideia. A Golden Goose levou esse conceito ainda mais longe ao criar tênis com aparência de usados, sujos e desgastados, vendidos entre R$ 3 mil e R$ 8 mil.

Não se trata de defeito. Trata-se de narrativa.
Outras marcas seguiram o mesmo caminho. Desconstrução, exagero e escassez. A Maison Margiela transformou roupas “inacabadas” em expressão artística. A Gucci apostou no chamado “brega chic”, misturando estampas e exageros.
E a Yeezy apresentou coleções com estética de desgaste e tons apagados, remetendo à escassez.
Até o improvável ganhou espaço: colaborações entre Balenciaga e Crocs transformaram um dos calçados mais funcionais do mercado em item de luxo.
Mas, afinal… o que estamos comprando?
Diante desse cenário, a discussão vai além da moda. O que está sendo vendido não é apenas um produto, é uma ideia. Pertencimento, provocação, discurso e status.
O luxo deixa de ser apenas admirado e passa a ser questionado.
O luxo já foi sinônimo de beleza indiscutível. Hoje, ele desafia, provoca e até confunde. Uma sacola pode custar milhares. Um tênis “sujo” pode ser objeto de desejo. E o comum pode se tornar extraordinário desde que esteja na vitrine certa.
Mas, no fim, a pergunta permanece: você acha que vale quanto custa?
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