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Maria do Caos
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Me perdi na mata, mas ganhei um anel

Meu namorado resolveu me pedir em casamento em uma trilha. Claro que nos perdemos

Maria do Caos|Mônica SimõesOpens in new window

Depois do susto, o momento mais lindo da minha vida (Imagem criada por IA via Bing)

E aí, Mariasssss!!!

Quero que me respondam: estavam com saudades de mim? Ouvi um sim bem alto?

Eu estava com muitas saudades de vocês e do som das risadas. Gente, sério, como é bom passar por algumas “Marias” lendo o blog e comentando com outras “Marias”, rindo horrores. Isso me dá um quentinho no peito, sabe?

Quem se identificou com a história da milionária por um dia? Tenho certeza que muitas de vocês queriam ter sentido aquela sensação de “posso comprar tudo o que quiser”. Quem nunca?

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Bem, a história de hoje seria pavorosa se não terminasse de um jeito engraçado.

Então, reservem os próximos minutos para aprender como não se portar no meio do mato.

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Sempre gostei de acampar, desde muito pequena, meus pais me levavam para curtir o fim de semana em uma barraca no meio do mato. Meu pai é biólogo, então ele fazia questão de me contar tudo sobre cada plantinha que víamos pela frente e também sobre os bichinhos que cruzavam os nossos caminhos. Era incrível! Embrenhávamos no meio da mata fechada e saíamos horas depois.

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Bem, meu pai conhecia cada pedacinho das matas onde me levava e eu passei a conhecer também. Muitas vezes ia sozinha. Minha companhia eram a bússola e a lanterna.

Me achava invencível no meio do mato! Até que um dia, essa invencibilidade quase acabou comigo! Sim, Marias.

Tinha 25 anos e namorava há cinco. Meu namorado me convidou para passar o fim de semana em uma cidadezinha que era repleta de cachoeiras e claro que amei a ideia. Aí, ele me disse que existia um lugar onde havia uma rosa rara, que floria apenas uma vez na vida.

Perguntei ao meu pai e ele confirmou a história. Marias, só pra adiantar aqui, essa história era mentira, meu namorado, na verdade, tinha outras intenções naquela trilha, tudo acobertado por minha família.

Bom, chegamos no início da trilha e meu namorado disse que estava com tudo na mochila, não me deixou conferir. Olha que essa função sempre era minha.

Fomos mata adentro e fui seguindo meu amor em busca da rosa sagrada. Andamos, andamos, andamos e nada. O Léo começou a ficar nervoso, deu uma paradinha, rodopiou…

Achei aquilo estranho.

Ai ele vira pra mim e fala:

“Maria, estamos perdidos! Estava com a bússola de ponta cabeça.”

Eu entrei em pânico, não com “bússola de ponta cabeça”, mas sim porque não fazia ideia de onde estávamos.

Peguei o equipamento e comecei a tentar adivinhar pelo vento e pelo céu se estávamos a sul ou a norte.

Gente, sério… rodamos muito e nada de conseguirmos sair da mata. Celular sem sinal, nada de civilização.

Sentei no chão, peguei alguns gravetos e tentei lembrar como fazia fogo.

Escuto um barulho na mata, quase infartei. Era meu pai.

Quando olhei pro outro lado, o Léo estava ajoelhado. Sim, ele me pediu em casamento, com nossas famílias no meio do mato.

E a tal da rosa sagrada, ele viu em um filme e resolveu replicar.

Foi o dia mais feliz da minha vida. E claro que eu disse sim!

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Mariasssss, que linda história! De um sufoco pra um pedido de casamento.

Amei!

E se você tiver uma história bem doida, manda pra mim, vou adorar dividir aqui na nossa salinha particular.

Excelente semana.

Um beijo, Marias.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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