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Curupira, mascote da COP30, é escudo contra quem não enxerga a floresta como algo a ser protegido

A organização escolheu o ‘guardião das florestas e dos animais’ para representar o evento mundial que vai acontecer em novembro, em Belém (PA)

Noleto na Amazônia|Gabriel NoletoOpens in new window

Curupira, o mascote da COP 30 Divulgação - COP 30

A COP 30 se aproxima. Cada vez mais o dia 10 de novembro se faz presente. A cada dia, cada semana, mês que passa, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas me faz lembrar que Belém é peça fundamental na engrenagem dos grandes eventos do planeta.

À parte as belezas e os predicados urbanos e culturais da capital do Pará, a escolha para a sede da COP ser aqui mostra que ter a Amazônia como quintal, como cerne da sua existência, é um diferencial. Mais: é um motivo de orgulho.

As placas espalhadas por Belém não deixam dúvidas de que o 10 de novembro caminha a passos largos. As obras são várias, e de todas as ordens. Desde o aeroporto, passando pelo Parque da Cidade, recentemente inaugurado, até por obras viárias. Promessas de legado para o povo belenense.

Mas as obras urbanas não podem, nem irão de modo algum, se sobrepor ao simbolismo da COP 30. Belém merece sediar um evento desse. Ser o centro das discussões mundiais sobre como cuidar da natureza não é para qualquer cidade.


E, se pensarmos bem, é uma oportunidade para mostrarmos ao mundo a pujança da nossa Amazônia. E também para que nós mesmos saibamos que a nossa terra é rica. Terra e cultura. O curupica é prova disso! Personagem vivo do folclore e agora mascote da COP 30!

A organização do evento escolheu o “guardião das florestas e dos animais”. Simbólico. Assim como foi simbólica a escolha do Fuleco, o mascote da Copa do Mundo de 2014. Um tatu-bola, animal nosso, brasileiríssimo.


O curupira é o símbolo das matas, um escudo contra tudo e todos que não enxergam a floresta como algo a ser protegido, como um organismo imenso, necessário, vital para a vida.

Com os pés virados para trás, despista os caçadores e protege a natureza. A origem do mito? Claro: as tradições dos povos originários, os indígenas, especialmente do Norte do nosso país.


E assim é o curupica, finge que vai, mas vem; finge que vem, mas vai. Sempre em movimento. Com um propósito. Simbólico, defensor da Amazônia e do seu povo.

Que venha a COP 30! Que ela faça jus ao Pará, a Belém, à Amazônia!

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