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Turismo em 2026: novas regras, autorizações eletrônicas e mudanças que vão impactar viajantes brasileiros

Europa, Ásia e outros destinos adotam controles digitais, taxas turísticas e sistemas de autorização prévia

Passaporte para o mundo|Carlos SilvaOpens in new window

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Turismo em 2026: novas regras, autorizações eletrônicas e mudanças que vão impactar viajantes brasileiros Foto de Jacek Dylag na Unsplash

O turismo internacional entra em 2026 em um momento de transformação estrutural. Após a forte retomada das viagens globais, governos e organismos internacionais avançam na implementação de novas exigências de entrada, autorizações eletrônicas, taxas turísticas e sistemas digitais de controle migratório.

Essas mudanças afetam diretamente os viajantes brasileiros e alcançam desde destinos tradicionais da Europa até países da Ásia e do Sudeste Asiático, exigindo mais planejamento e atenção antes do embarque.


Europa confirma nova exigência para brasileiros: ETIAS

Uma das mudanças mais relevantes para 2026 é a implementação definitiva do ETIAS – European Travel Information and Authorisation System (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem).

Embora não seja um visto tradicional, o ETIAS será obrigatório para brasileiros, que hoje entram sem visto no Espaço Schengen para turismo, negócios ou trânsito.


O sistema prevê:

  • preenchimento de formulário on-line;
  • pagamento de taxa aproximada de 7 euros (cerca de R$ 38, considerando a cotação média atual);
  • autorização prévia antes do embarque.

A autorização terá validade de até três anos, ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro. Sem o ETIAS aprovado, a companhia aérea poderá impedir o embarque do passageiro.


Fim do carimbo no passaporte e mais controle digital

Além do ETIAS, a União Europeia avança na implementação do EES – Entry/Exit System (Sistema de Entrada e Saída), que substituirá os carimbos físicos no passaporte por registros biométricos e digitais.

O novo sistema permitirá às autoridades europeias acompanhar com mais precisão o tempo de permanência de turistas estrangeiros, reduzindo irregularidades e automatizando o controle migratório. Modelos semelhantes já são utilizados em países como os Estados Unidos e tendem a se tornar padrão global a partir de 2026.


Ásia adota formulários eletrônicos e taxas de turismo

Destinos asiáticos muito procurados por brasileiros também avançam em novas exigências. Regiões como Bali (Indonésia) já anunciaram para 2026:

  • formulários eletrônicos obrigatórios de entrada;
  • cobrança de taxas de turismo sustentável.

Essas taxas variam conforme o destino, podendo chegar a valores equivalentes entre US$ 10 e US$ 20 (aproximadamente R$ 50 a R$ 100), e são justificadas como forma de financiar preservação ambiental, infraestrutura e controle do turismo de massa.

Países como Japão, Tailândia e outros do Sudeste Asiático estudam ou já sinalizam medidas semelhantes, com foco em controle migratório e organização do fluxo turístico.

Viajar ficará mais caro em alguns destinos

Outra tendência clara para 2026 é o aumento do custo de viajar para determinadas cidades e países. Governos locais anunciaram novos impostos turísticos ou reajustes de taxas em destinos como:

  • Barcelona, na Espanha;
  • cidades da Noruega;
  • regiões turísticas do Japão;
  • destinos populares da Tailândia.

Essas cobranças costumam ser aplicadas por diária ou por entrada e impactam diretamente o orçamento do viajante, especialmente em viagens mais longas.

Mudança no perfil do turista internacional

Relatórios globais do setor indicam que o turismo em 2026 será marcado por um novo perfil de viajante. Cresce a busca por experiências personalizadas, turismo de bem-estar, viagens culturais e gastronômicas, além de destinos menos explorados.

O modelo de turismo de massa perde espaço para viagens mais planejadas, conscientes e sustentáveis — movimento que influencia diretamente as políticas de entrada e controle adotadas pelos países.

O que muda para o brasileiro que planeja viajar em 2026

Para o viajante brasileiro, o novo cenário exige atenção redobrada. Ter passaporte válido e isenção de visto já não é suficiente em muitos casos. Autorizações eletrônicas, formulários digitais, taxas adicionais e registros biométricos passam a fazer parte da rotina de quem viaja ao exterior.

Planejar com antecedência, acompanhar regras específicas de cada destino e incluir novas taxas no orçamento serão fatores decisivos para evitar imprevistos.

Conclusão

O turismo internacional em 2026 será mais tecnológico, mais controlado e, em alguns destinos, mais caro. Em contrapartida, tende a ser também mais organizado, seguro e sustentável.

Para o viajante brasileiro, informação atualizada e planejamento migratório deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos para aproveitar o novo cenário global de viagens com tranquilidade.

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Por Carlos Silva – Jornalista 0099348/SP e influencer digital

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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