Turismo, fronteiras e desafios globais: impactos econômicos, alertas migratórios e o novo mapa das viagens internacionais
Déficit histórico na Argentina, maior rigor europeu com brasileiros e reposicionamento do Brasil no turismo global revelam um cenário em transformação

O turismo internacional tem se consolidado como um dos principais termômetros das transformações econômicas e migratórias globais. Em 2025, movimentos simultâneos na América do Sul e na Europa evidenciam como fatores cambiais, políticas de fronteira e estratégias governamentais estão redesenhando os fluxos de viajantes e impondo novos desafios para países emissores e receptores de turistas.
Argentina registra déficit histórico no turismo e Brasil se consolida como principal destino
A Argentina viveu, em 2025, um dos cenários mais preocupantes já registrados no setor de turismo internacional. Entre janeiro e novembro, mais de 11,19 milhões de argentinos viajaram para o exterior, enquanto apenas 4,78 milhões de turistas estrangeiros entraram no país. O resultado foi um déficit histórico de 6,41 milhões de pessoas na balança turística, o pior desde o início da série estatística oficial.
Especialistas apontam que a combinação entre dólar relativamente mais barato frente ao peso argentino, preços internacionais mais competitivos e o alto custo dos serviços internos tornou o turismo fora do país financeiramente mais atrativo. Nesse contexto, o Brasil despontou como o principal beneficiado.
Em 2025, o Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas estrangeiros, sendo 3,1 milhões de argentinos, um crescimento de 82,1% em relação a 2024. O fluxo intenso tem efeitos diretos sobre a economia regional, enquanto a Argentina perde divisas importantes em um momento de pressão sobre suas reservas cambiais.
Embora o turismo represente cerca de 1,7% do Produto Interno Bruto argentino, o avanço das viagens ao exterior em detrimento do turismo doméstico reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à competitividade de preços, promoção internacional e fortalecimento da oferta turística local.
Europeus ampliam controle e brasileiros enfrentam mais recusas de entrada
Enquanto a América do Sul assiste a uma redistribuição dos fluxos turísticos, a Europa passa por um movimento de endurecimento prático dos controles migratórios, mesmo sem mudanças formais nas regras de vistos.
Embora brasileiros possam entrar no Espaço Schengen por até 90 dias sem visto para turismo, o número de recusas de entrada tem crescido de forma significativa, especialmente em Portugal. Relatórios internacionais de imigração indicam que, em 2024, o país registrou um aumento superior a 700% nas negativas de entrada de brasileiros em comparação ao ano anterior.
Estima-se que cerca de 1.400 brasileiros tenham sido barrados em fronteiras portuguesas em 2024, um salto expressivo frente aos números históricos. Apesar de não haver alteração oficial na política de isenção de vistos, especialistas atribuem esse cenário a checagens mais rigorosas de documentação, entrevistas de fronteira mais detalhadas e uso ampliado de sistemas eletrônicos de controle.
Autoridades migratórias europeias têm intensificado a análise de itinerários, comprovação financeira, vínculos com o país de origem e provas de hospedagem. Para o viajante brasileiro, isso significa que a entrada sem visto continua válida, mas não é automática, exigindo preparação documental cada vez mais cuidadosa.
União Europeia pressiona por cooperação migratória e coloca Brasil sob observação
O aumento das recusas individuais ocorre em paralelo a um movimento institucional mais amplo. Em dezembro de 2025, a União Europeia divulgou um relatório do Mecanismo de Suspensão de Vistos, no qual o Brasil foi classificado como país de risco médio.
O documento solicita que o governo brasileiro apresente, até março de 2026, um plano detalhado para combater estadias irregulares, reduzir pedidos considerados infundados de asilo e aprimorar o compartilhamento de dados migratórios, incluindo sistemas de informações antecipadas de passageiros.
Embora a suspensão da isenção de vistos seja considerada improvável no curto prazo, o relatório sinaliza que a tendência é de intensificação das verificações nas fronteiras, o que pode resultar em maior rigor na análise documental de brasileiros ao chegarem à Europa.
Esse posicionamento evidencia um momento sensível para o Brasil no cenário migratório internacional: ao mesmo tempo em que o país se fortalece como destino turístico global, enfrenta pressões externas para ajustar políticas internas e preservar a confiança no regime de isenção de vistos.
Um cenário global que exige atenção e planejamento
Os movimentos observados em 2025 revelam um cenário interligado. A Argentina enfrenta dificuldades para reter turistas e equilibrar sua balança econômica. O Brasil se beneficia do fluxo regional, mas passa a ser mais observado no contexto migratório europeu. Já a União Europeia avança em mecanismos de controle que impactam diretamente o viajante comum.
Nesse ambiente, informação, planejamento e organização documental deixam de ser apenas recomendações e passam a ser requisitos essenciais. Para viajantes e profissionais da mobilidade internacional, compreender essas dinâmicas é fundamental para evitar imprevistos e garantir deslocamentos seguros em um mundo cada vez mais regulado.
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Por Carlos Silva – Jornalista 0099348/SP e influencer digital
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