Bullying: conexão e diálogo são a chave para enfrentar o maior medo das crianças
Se machuca o outro, não é só brincadeira; pais e cuidadores precisam assumir suas responsabilidades nesse processo

O bullying sempre existiu. Mas, recentemente, ele ganhou nomenclatura e amplo conhecimento dos seus impactos emocionais e sociais.
É só passar a tarde em um parquinho para ver que comportamentos de agressão, exclusão e intimidação entre crianças acontecem de forma “natural” na mais tenra idade. E nem sempre a motivação disso é maldade, ok?
Precisamos lembrar que eles estão em desenvolvimento e precisam de intervenções constantes de adultos para entender os seus limites e compreender suas emoções.
É um trabalho em conjunto entre pais de crianças que praticam e pais de crianças que sofrem: todos precisam estar atentos aos sinais e desempenhar os seus papéis.
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Busca por poder ou pertencimento: algumas crianças intimidam as outras para se sentirem mais fortes, ganharem status no grupo ou evitarem que elas mesmas sejam o alvo;
Dificuldade em lidar com emoções: as crianças ainda estão aprendendo a controlar sentimentos como raiva e frustração, lidar com diferenças e desenvolver empatia. Sem essa maturidade (que é desenvolvida e conquistada), algumas acabam se expressando por meio da agressividade;
Influência do grupo: em grupo, o comportamento de todo mundo muda. Uma criança pode fazer bullying só para “se encaixar”. Os outros riem ou incentivam, mesmo sem concordar, para fazer parte, e acaba virando um círculo sem fim;
Falta de limites claros: quando não há orientação consistente em casa, a criança pode não entender que está machucando o outro ou, pior, perceber que não há consequências para seus atos negativos;
Repetição do que vivem: repito sempre que as crianças aprendem pelo exemplo. Elas podem reproduzir a agressividade que veem em casa, na escola ou até na internet. Às vezes, sofrem com isso e “passam adiante”. Quem machuca, muitas vezes já foi machucado.
O que nós podemos fazer?
Se machuca o outro, não é só brincadeira. Os pais e cuidadores precisam assumir suas responsabilidades nesse processo:
- Ensine a criança a lidar com a situação;
- Fortaleça a autoestima dela;
- Evite atitudes que pioram a situação, como ignorar ou minimizar;
- Converse com a escola e peça ajuda;
- Se necessário, busque ajuda profissional.
A conexão e o diálogo são a chave para superar esse processo doloroso para todos os lados.
Crie um espaço seguro para a criança falar. Pergunte sobre o dia dela com interesse real, não só “foi tudo bem?”. Observe mudanças de comportamento, como tristeza, irritação ou isolamento. E evite pré-julgamentos ou broncas — isso pode fazer a criança se fechar ainda mais.
Sem colocar a responsabilidade na criança, você pode incentivá-la a não reagir com agressividade, pedir ajuda a um adulto de confiança e treinar respostas firmes como “não gostei disso”.
E, ao se intrometer diretamente no mundo das crianças, crie uma rede de apoio, envolvendo a escola e os outros pais envolvidos na situação.
Bullying não é “coisa de criança” — é um problema sério e de todos nós!
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