Pais não são técnicos: frases que motivam crianças durante atividades físicas (e as que desmotivam!)
A forma como falamos durante os treinos pode aumentar a confiança das crianças ou fazê-las desistirem do esporte rapidinho

Eu fui uma criança e sou uma mãe competitiva. E muitas vezes tenho que me policiar e segurar as minhas expectativas em relação ao meu filho porque, como disse antes, elas são minhas e não dele.
Meu filho joga futebol na categoria sub-6 em um clube e os treinos estão sempre cheios de pais e gritos fervorosos de torcida. E mesmo eu, que sou aquela pessoa competitiva que contei ali em cima, admito que fiquei chocada com a falta de preparo de adultos para incentivar (e cobrar!) crianças que estão jogando contra outras crianças.
Os seus filhos e os filhos dos outros, aliás.
Como crianças entre 5 e 6 anos podem lidar com falas como “vai pra cima, quebra ele, fulano” ou “vai, filho, que o goleiro é ruim”? Ou pior: “Já te falei mil vezes para fazer assim”, ao cobrar o próprio filho em público.
A gente nunca pode incentivar a violência em qualquer situação e muito menos desmerecer o outro para torcer por alguém.
Lembrem-se: essas crianças são nossos espelhos. A forma como falamos durante as atividades físicas pode aumentar a confiança delas ou fazê-las desistir rapidinho.
O segredo é sempre valorizar o esforço, a diversão e o progresso, não apenas o desempenho.
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Frases que motivam
Quem não gosta de se sentir bem, né? Ainda mais quando nossa autoestima está em formação. Por isso, precisamos sempre usar frases que valorizem o esforço da criança, a diversão da atividade e reforcem a importância da persistência.
- “Uau! Você se esforçou muito nisso!”
- “Gostei de ver você tentando de novo”
- “Esse jogo é para a gente se divertir”
- “Mexer o corpo é muito divertido!”
- “Ainda não saiu, mas vamos tentar de novo”
- “Errar faz parte de aprender”
- “O importante é continuar tentando”
- “Você foi muito corajoso tentando isso”
- “Estou orgulhosa de você”
- “Olha o quanto você evoluiu!”
Frases que desmotivam
Nunca use comparações, mesmo que com boa intenção. Comparações fazem a criança sentir vergonha, medo de tentar e podem fazê-la associar a atividade à frustração.
Foco no erro e na pressão por resultados também devem ser evitados. E, por último, é preciso entender que a desvalorização do desempenho reduz o sentimento de conquista.
- “Olha como seu amigo faz melhor”
- “Seu irmão consegue, por que você não?”
- “Você fez tudo errado”
- “Não é assim!”
- “Quantas vezes tenho que ensinar?”
- “Tem que ganhar!”
- “Se não fizer direito, vamos embora”
- “Assim você nunca vai ser bom”
- “Não fez mais que obrigação”
- “Qualquer um faz isso”
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