Advogado de porteiro denuncia férias forçadas e pressão no caso Cão Orelha
Trabalhador diz que foi forçado a tirar férias após o crime.
Vanity Brasil|Do R7

O caso que chocou o Brasil ganha um novo e tenso capítulo. O porteiro do condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, apontado inicialmente como a testemunha chave que teria filmado as agressões contra o cão Orelha, decidiu falar. Em nota oficial, a defesa do trabalhador revelou um cenário de terror psicológico, coação e medo envolvendo famílias poderosas da região.
O advogado Marcos Vinícius de Assis dos Santos, que representa o porteiro, esclareceu que seu cliente jamais presenciou ou filmou o momento exato em que os adolescentes atacaram o animal. A informação de que existiria um vídeo do crime guardado pelo funcionário foi classificada pela defesa como “falaciosa”. A própria delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi, já havia confirmado que tal gravação não existe, corroborando a versão do trabalhador.
Ameaças e Férias Forçadas
O que mais impressiona no relato é a pressão sofrida pelo profissional. Segundo o comunicado, após a morte de Orelha, o porteiro passou a ser alvo de constrangimentos tanto pela administração do condomínio quanto pelos familiares dos jovens investigados.
Ele teria recebido ameaças escritas de advertência — as quais se recusou a assinar — e foi submetido a uma imposição compulsória de férias, sem qualquer aviso prévio legal, em uma clara tentativa de afastá-lo do local. A nota destaca que o homem, um trabalhador com mais de 13 anos de atuação sem histórico de problemas, teve sua “liberdade, intimidade e segurança violadas”.
Atualizações do Caso: Volta da Disney e Indiciamentos
Enquanto a defesa do porteiro busca garantir seus direitos trabalhistas e segurança física, o inquérito policial avança. Os quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de Orelha, que estavam em uma viagem pré-programada para a Disney, nos Estados Unidos, já retornaram ao Brasil nesta semana e devem ser ouvidos pelas autoridades.
A Polícia Civil de Santa Catarina não parou nas investigações sobre os menores. Três adultos — dois pais e um tio dos adolescentes — foram indiciados formalmente pelo crime de coação no curso do processo, justamente pelas pressões exercidas contra testemunhas, incluindo o porteiro.
O caso segue gerando revolta nas redes sociais, onde ativistas e moradores cobram justiça rigorosa, não apenas para os executores da violência contra Orelha, mas também para aqueles que tentaram usar de influência para silenciar a verdade.















