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Anatel inicia retirada de orelhões e fim do serviço é decretado para este ano

Fim da concessão marca a despedida dos aparelhos no país

Vanity Brasil|Do R7

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Um dos ícones mais marcantes da paisagem urbana brasileira está com os dias contados. A partir deste mês de janeiro de 2026, os telefones de uso público (TUPs), popularmente conhecidos como orelhões, começarão a ser removidos das ruas em todo o país. A medida marca o encerramento de um ciclo histórico nas telecomunicações do Brasil, impulsionado pelo fim das concessões de telefonia fixa e pela onipresença da telefonia móvel.

​Com o término dos contratos de concessão em dezembro de 2025, as operadoras deixaram de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura desses aparelhos, que vinham caindo em desuso ano após ano. Segundo dados da Anatel, o Brasil, que já chegou a ter mais de 1 milhão de orelhões, contava com menos de 40 mil unidades ativas no início deste ano.


Exceções até 2028

​Apesar da retirada em massa nas grandes cidades e áreas urbanas, o serviço não desaparecerá instantaneamente de todo o território nacional. A Anatel estabeleceu uma regra de transição para garantir que populações isoladas não fiquem incomunicáveis.


​Em localidades onde não há cobertura de sinal de celular (ou outra opção de comunicação viável), os orelhões deverão ser mantidos e funcionarão até, no máximo, 31 de dezembro de 2028. Nessas áreas específicas, a manutenção do serviço será feita em regime privado pelas empresas, servindo como um “último recurso” de comunicação até que a infraestrutura de redes móveis seja expandida.

​Para a grande maioria dos brasileiros, no entanto, 2026 será o ano do adeus definitivo às cúpulas coloridas que serviram de ponto de encontro e comunicação por mais de cinco décadas.

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