Brasil no Oscar é ‘injeção de ânimo’ para estudantes de audiovisual, diz professora
Artistas e produções nacionais disputaram, neste domingo (15), em cinco categorias da premiação mais cobiçada do cinema mundial
Cinema|Do R7, com RECORD NEWS
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O cinema brasileiro tem ganhado cada vez mais destaque internacional. Apesar de ter saído sem nenhuma estatueta na edição de 2026 do Oscar, que aconteceu neste domingo (15) em Los Angeles (EUA), o momento pode ser considerado promissor. Desde 1945, quando concorreram pela primeira vez, artistas e produções nacionais foram indicados 20 vezes ao prêmio mais disputado da indústria audiovisual.
Neste ano, o Brasil concorreu em cinco categorias da premiação, incluindo a de Melhor Fotografia para o brasileiro Adolpho Veloso, do drama Sonhos de Trem, e Melhor Ator para Wagner Moura, pelo papel em O Agente Secreto — o filme recebeu um total de quatro indicações, o mesmo número de Cidade de Deus na temporada de 2004. Em 2025, Ainda Estou Aqui concorreu em três categorias e garantiu a primeira estatueta para o cinema nacional ao ser escolhido pela academia como Melhor Filme Internacional.

“A participação do nosso cinema pela segunda vez consecutiva no Oscar, e agora em quatro categorias, é um feito histórico e comprova o quanto que esse filme, O Agente Secreto, trilhou uma carreira de sucesso”, afirma Belisa Figueiró, professora e pesquisadora de cinema da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (16).
Ela destaca a importância do alcance das vitórias do longa no Festival de Cannes e no Globo de Ouro. “Pensando aqui dentro do Brasil, é mais um fôlego, mais uma injeção de ânimo para quem está começando a fazer produção audiovisual, cinema, nas suas mais diversas categorias, [...] é uma injeção de ânimo que chega até os nossos estudantes, sem dúvida nenhuma, e vê o quanto esse caminho está sendo cada vez mais possível”, ressalta.
Sobre o impacto cultural e econômico das produções, a professora diz que é de extrema importância para trabalhadores do setor: “O cinema carrega uma cultura que vai para além da própria tela, traz muitas outras culturas e muitos outros profissionais que trabalham em todos esses setores. Então, isso é muito importante porque impacta dentro do Brasil, impacta para quem faz cinema, para quem trabalha diretamente ou indiretamente com isso ou com outros elos da cadeia da cultura e da produção cultural, e também atrai muito nosso turismo para outras pessoas que queiram conhecer”.
Para Belisa, o principal desafio para o cinema nacional atualmente é o investimento. Ela explica que é crucial garantir suporte financeiro consistente aos produtores por meio de fundos setoriais eficazes. Assim, torna-se possível que obras brasileiras continuem participando ativamente dos principais festivais mundiais.
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