Dr. Dolittle está de volta ao cinema, mas todos se perguntam o motivo
Longa conta uma nova história, previsível e enfadonha, para o veterinário 'atrapalhado' que fala com os animais em 'altas aventuras'
Cinema|Caio Sandin, do R7

O médico que conversa com animais já teve algumas versões no cinema (e outras tantas que chegaram direto para DVD) e, com um conceito divertido, sempre foi capaz de entreter as crianças, mesmo sem ter um grande foco na história a ser contada.
A descrição acima também se aplica à nova versão, que chega aos cinemas brasieiros nesta quinta-feira (20). Repleto de estrelas no elenco ,e capitaneado por Robert Downey Jr. no papel de Dolittle, o longa não se abre a qualquer tipo de ousadia.

A trama simples poderia ser explicada pelo público alvo, majoritariamente infantil, mas com os sucessos lançados recentemente por estúdios como Pixar, Dreamworks e Leika este princípio vai por água.
O mesmo vale para as piadas que se espalham pelo filme. Sejam preconceituosas ou apenas utilizando o mais simplista dos recursos para filmes do gênero, elas chegam a dar mais vergonha do que trazer o riso à tona.
As pinceladas de emoção, envolvendo a história de Dolittle com a falecida esposa, são um bom respiro, mas não agregam o suficiente para fazer com que esta versão fosse realmente necessária.
Todas estrelas que fazem participações no elenco original em inglês — incluindo Selena Gomez, Tom Holland, Rami Malek, John Cena, Octavia Spencer, Ralph Fiennes e tantos outros — poderiam ter enviado suas falas via um áudio no "zap zap", tamanha a falta de expressividade e importância.
Um pena ver que um ator que acabara de estrelar a maior bilheteria de todos os tempos, podendo optar por qualquer projeto, tenha escolhido um tão mediocre e seguro.














