‘É um filme que inaugura um novo cinema’, afirma Ju Colombo, atriz de ‘Narciso’
Longa brasileiro dirigido por Jeferson De aborda temas como identidade e pertencimento e está em cartaz nos cinemas
Cinema|Do R7, com RECORD NEWS
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O filme brasileiro Narciso, dirigido por Jeferson De, está em cartaz nos cinemas. A trama segue a história de um menino órfão interpretado por Arthur Ferreira, que, após ser devolvido pelos pais adotivos, enfrenta o sentimento de rejeição. Tudo muda quando ele encontra um gênio interpretado por Seu Jorge. O desejo dele é ter uma família rica e branca, mas, para isso se concretizar, ele não pode ver seu próprio reflexo.
A narrativa aborda questões sobre identidade e pertencimento. No elenco estão Ju Colombo como Carmen, entre outros nomes renomados. Em entrevista ao News das 10, a atriz compartilhou as experiências ao interpretar a personagem e destacou a importância cultural dentro da comunidade negra.

“Dentro da nossa cultura, da população preta, o afeto passa pelo cuidado da alimentação, pelo olhar, pela coisa da disciplina, pela consciência e comprometimento com as regras, porque é uma coisa de proteger também. Então, eu fui buscar dentro de mim tanto a referência física das pessoas que construíram a minha trajetória de vida, também culturalmente alguns valores que compõem o nosso universo”, comenta.
Segundo Ju Colombo, o longa-metragem inaugura uma nova forma de contar histórias no Brasil ao trazer à tona conflitos diferentes daqueles geralmente retratados nas telas nacionais: “Esse é um filme que inaugura um novo cinema, porque ele tem uma estética, uma linguagem, um contexto onírico muito refinado”.
Narciso também apresenta uma estética com elementos que capturam a essência das vivências cotidianas dos personagens sem recorrer aos clichês habituais do cinema tradicional. A diretora de fotografia Lílis Soares também foi elogiada pela sensibilidade em captar as nuances narrativas por meio das lentes.
“Para nós, atrizes e atores da população negra, você estar 90 minutos numa tela com pessoas pretas retintas, muito bem posicionadas, ninguém toma um tiro, não tem um corpo no chão, uma mãe não chora a morte de um filho drasticamente, ou seja, são outros conflitos, outras questões que são colocadas na mesa e muitos afetos da nossa população, que é diferente, é uma coisa cultural”, argumenta.
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