Ezra Miller revela que não lia histórias do Flash quando criança
Ator inventou a própria HQ com herói Super Porco
Cinema|Do R7*

Se passando depois de Batman VS Superman, a Liga da Justiça mostra a reunião de todos os grandes heróis da DC Comics. Depois da morte de Clark Kent, Bruce Wayne precisa continuar cuidando e protegendo o mundo, mas desta vez ele conta com a ajuda de Diana Prince, a Mulher-Maravilha.
Ameaçados por um vilão ainda maior e mais tenebroso que o último enfrentando pela dupla, eles precisam montar um time de meta-humanos capazes de lidar com o vilão recém-descoberto. Desta forma, Mulher-Maravilha, Batman, Flash, Aquaman e Ciborgue se unem e precisam lutar contra o inimigo antes que seja tarde demais para salvar o planeta.
Ezra Miller, intérprete do Flash, comenta que nunca tinha trabalhado com os atores da Liga antes e eles não tiveram tempo de se conhecer antes das filmagens, logo, a amizade que aparece nas telonas é parecida com o desenrolar da amizade nos bastidores.
— Nós não tivemos semanas de ensaios antes do começo da produção, então nós nos conhecemos no set, assim como nossos personagens, que se conheceram durante a história e tiveram que aprender a como trabalhar juntos em uma equipe de super-heróis em pouco tempo. Eu sou grato pela química natural e a dinâmica do nosso grupo desde o começo. Eu sou realmente muito sortudo em trabalhar com um grupo de pessoas de coração tão bom, bem-humoradas, talentosas e brilhantes.
Grande fã dos quadrinhos da DC, Miller assume que não lia Flash quando criança, ele preferia as histórias do Batman e do Superman, e chegou até a escrever suas próprias histórias em quadrinho quando jovem.
— Eu tinha uma série completa sobre três idosas que eram assassinas, e se chamava Eu Estou Velha Demais Para Isso. Eu até inventei um super-herói chamado Super Porco, que era uma espécie de suíno camaleônico. Minha babá tinha uma coleção enorme de mercadorias do Super Porco que eu mesmo criei, e incluía camisetas, bonecos de ação e revistas em quadrinho. As minhas revistas eram feitas com só um giz de cera.
Além da supervelocidade, Barry Allen, o homem por baixo do uniforme do Flash, é conhecido pelo bom humor. No filme, o personagem funciona como o alívio cômico e ajuda a aliviar a tensão entre os heróis da Liga. Ezra comenta que tentou trazer o lado mais humano de Barry no filme, além do humor e perspicácia.
— Barry não é infalível ou imortal, ele é um humano frágil e vulnerável. Ele também não é destemido. A minha versão do Barry experimenta uma ansiedade aguda e terror. Ele usa perspicácia e humor para lidar com esse medo. Barry foi brindado com esses poderes, alguns que ele não consegue lidar por ser humano.
Para Miller, o mundo atual vive uma crise, igual no filme. Ao invés de um supervilão que pode destruir o mundo e só uma liga de super-heróis pode impedi-lo, ele acredita que a união entre as pessoas pode evitar problemas maiores para o mundo.
— Todos estamos ameaçados pelo problema em questão, que não se aproxima de um planeta distante. Está aqui. Somos nós. É o nosso ódio, o nosso medo, a guerra, o terror, a poluição. Transcender nossas diferenças e se unir para realizar uma tarefa aparentemente impossível, que é salvar o nosso mundo, é um imperativo. Precisamos de uma grande liga da justiça internacional e precisamos que a maioria das pessoas se una.
Liga da Justiça já está em exibição nos cinemas brasileiros.
* De Giovanna Orlando, estagiária do R7














