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Filme sul-coreano 'Parasite' vence Palma de Ouro em Cannes

O filme asiático foi dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho; o brasileiro Bacurau levou o Prêmio do Júri

Cinema|Do R7

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O diretor Bong Joon-Ho com a Palma de Ouro, o principal prêmio do festival
O diretor Bong Joon-Ho com a Palma de Ouro, o principal prêmio do festival

O filme Parasite, comédia de suspense, sobre conflito de classes e dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho, venceu a Palma de Ouro, principal prêmio do festival de Cannes, neste sábado (25). O brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, levou o Prêmio do Júri.

Bong, que deixou sua marca em Cannes em 2017 com Okja, produzido pela Netflix, colocou seu último filme na Coreia do Sul moderna.


A premiação aumenta a boa sequência no festival francês para filmes asiáticos, depois que o diretor japonês Hirokazu Kore-eda ganhou a honraria ano passado.

Parasite acompanha uma família de quatro pessoas que identifica a oportunidade de trapacear uma casa rica a lhes dar empregos. Eles entram na vida da outra família, antes de as coisas começarem a dar errado.


Bong disse à Reuters que seu filme reflete "a realidade dos tempos".

"Eu realmente respeito filmes que tratam de questões políticas pesadas de forma muito séria, mas eu prefiro muito mais misturar isso com humor", disse Bong.


"Enquanto estão rindo, eu quero que seja como se fossem atingidos com uma lâmina escondida atrás do bolso quando não estão esperando por isso."

Bacurau leva Prêmio do Júri


O brasileiro Bacurau, que se passa em um pequeno povoado do sertão, dividiu a premiação com Les Misérables, do diretor estreante Ladj Ly, sobre violência policial.

O prêmio de Bacurau encerra o sucesso de Cannes para filmes brasileiros, depois de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, ter vencido a mostra paralela Un Certain Regard (Um Certo Olhar), na sexta-feira.

Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, de 'Bacurau'
Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, de 'Bacurau'

Os cineastas chamaram a atenção para os tempos difíceis à frente da indústria cinematográfica brasileira, sob o governo do presidente Jair Bolsonaro.

"Nos últimos 15 anos houve um crescimento muito lento de ideias interessantes e financiamento para apoiar a produção cinematográfica brasileira. Agora, não sabemos realmente o que vai acontecer", disse Kleber Mendonça Filho. "O fato de que esses filmes estão indo bem em Cannes é importante."

O festival de Cannes deste ano também deu atenção a novatos, com um terreno excepcionalmente lotado.

Atlantics, sobre imigrantes e dirigido pela franco-senegalesa Mati Diop, ganhou o Grand Prix. O filme, baseado em um documentário curto seu de 2009, foi o primeiro longa-metragem de Diop.

O espanhol Antonio Banderas ganhou o prêmio de melhor ator pelo seu papel como cineasta no autobiográfico Dor e Glória, de Pedro Almodóvar — um dos filmes candidatos ao principal prêmio.

A britânica Emily Beecham foi coroada como melhor atriz, pelo seu papel no filme Little Joe, de Jessica Hausner, como uma botânica que começa a ter dúvidas sobre sua última criação geneticamente modificada quando ela começa a afetar os seus entes queridos.

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