Novo Kingsman diverte, mas não supera primeiro filme da saga
Filme estreia nessa quinta-feira (28) nos cinemas brasileiros
Cinema|De Giovanna Orlando, do R7

Kingsman: Serviço Secreto estreou no Brasil em 2015 e se tornou um dos filmes de ação queridinhos do ano. Apostando em muita ação, violência gratuita e um roteiro bem pensado, era um bom filme de entretenimento e divertido. Seguindo a fórmula de Kick Ass, o diretor Matthew Vaughn entregou um filme que diverte os apaixonados por ação de qualquer faixa etária.
Depois de dois anos de espera, os fãs do primeiro filme finalmente podem ter a continuação. Kinsgam: O Círculo Dourado estreia nesta quinta-feira, mas pode deixar os espectadores um pouco decepcionados.
Eggsy Unwin agora é um dos espiões da Kingsman, agência secreta britânica, e está lidando com a perda de seu mentor Harry Hart. Ele mora agora na casa de Harry com a namorada, a princesa Tilde e o cachorrinho J.B.
Depois de um ataque, ele e Merlin são obrigados a irem para os Estados Unidos, onde conhecem os Statesmen, agência secreta de espionagem americana. De lá, a aventura e a ação continuam no padrão Kingsman de ser: muita pancadaria, visual colorido e muito humor envolvido.
Apesar do filme tentar seguir o formato do primeiro, a inserção de novos personagens e um novo ambiente deixam a história bagunçada. Se o diretor tivesse apostado em expandir o universo dos Kingsman na Inglaterra, com uma nova missão e os personagens antigos, faria bastante sentido. Mas mesmo assim, a expansão do universo faz bastante sentido com os personagens antigos.
Vilã caricata mas com uma reflexão interessante

Se Samuel L. Jackson fez um ricaço excêntrico no primeiro filme, dessa vez Juliane Moore interpreta uma traficante psicótica. Assim como em Kingsman: Serviço Secreto, o vilão quer gerar uma discussão necessária para fazer com que você não o odeie tanto e até entenda o ponto de vista dele.
Nesse caso, Poppy defende a legalização das drogas. Ela se tornou a maior traficante do mundo e teve que se isolar da população e criou uma cidade só para ela: a Poppylândia. Nela, tem restaurante, salão de cabeleireiro, teatro, e o Elton John. Tudo que uma vilã precisa para poder se isolar em paz e não sentir falta das grandes cidades.
O problema é que Poppy é caricata, a história dela é subdesenvolvida. Você entende o porque ela defende as drogas, mas você não entende o como ela entrou nesse mundo e como ela se tornou dona do tráfico mundial. Mas ela é tão psicótica e perturbada que você chega até a gostar dela, mesmo sendo completamente doida.
Statesmen X Kingsman
Para este filme, eles apostaram em incluir novos personagens: os Statesmen, que são basicamente os agentes secretos americanos. Se os Kingsman se escondiam como alfaiates, os parceiros americanos se escondem em uma companhia de uísque.
Com nome de bebidas, Whiskey (Pedro Pascal) e Tequila (Channing Tatum) são os agentes de campo, são eles quem lutam e vão direto para a ação, enquanto Ginger (Halle Berry) é a inteligência e pesquisadora do grupo.
O problema com os Statesmen é que a história de cada personagem é tão rasa que fica difícil se conectar ou ligar para qualquer um deles. Mas o interessante é o como fica clara a diferença entre os dois grupos de espiões o tempo todo, seja no estilo que se vestem e como lidam com as situações.














