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'O Pintassilgo' faz livro de sucesso virar história arrastada e insossa 

Muitas tramas paralelas e atuação medíocre de Ansel Elgort completam pacote que derruba filme das intenções de prêmios na temporada

Cinema|Caio Sandin, do R7

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Ansel Elgort faz uma de suas piores atuações, já Nicole Kidman se mantém bem
Ansel Elgort faz uma de suas piores atuações, já Nicole Kidman se mantém bem

Grandes estúdios de Holywood costumam fazer poucas apostas arriscadas. E há poucas coisas menos arriscadas do que lançar uma adaptação de um livro de sucesso. O público já aprovou o roteiro antes e a transição para a nova mídia costuma ser tranquila, já que as reclamações de leitores mais fanáticos pelo material base costumam não afetar o público leigo à obra.

Adicione-se à esta fórmula um elenco estelar e as expectativas se elevam. Quem sabe algumas indicações na temporada de premiações, não é mesmo?


Pippa tem uma papel intrigante, mas mal explorado
Pippa tem uma papel intrigante, mas mal explorado

O Pintassilgo marca todos os pontos acima e, muito por conta disto, era uma das apostas da Warner para conquistar preciosas estatuetas. Ainda mais com o auxílio da Amazon, que segue ávida em busca do reconhecimento máximo para englobar a seu serviço de streaming e a seu cartel de honrarias — principalmente após o sucesso de Roma, da concorrente Netflix.

Tudo estava nos trilhos. Até o momento em que se assiste o longa. As mais de 700 páginas se tornam longas 2 horas e 30 minutos de trama que se arrastam em frente aos olhos.


A beleza e primor técnico conquistados pelo diretor John Crowley e sua equipe de fotografia acabam se tornando meras bijuterias visuais, quando o principal fator acaba falhando em atrair e cativar a atenção da audiência.

Pela técnica em si, o filme se destaca, mas tramas demais atrapalham
Pela técnica em si, o filme se destaca, mas tramas demais atrapalham

Para complicar ainda mais, o protagonista Ansel Elgort parece não ter saído de seu personagem de Em Ritmo de Fuga e entrega uma atuação medíocre de um jovem introspectivo. Ao contrário de Oakes Fegley, que faz da versão infantil de Theo uma representação muito mais intrigante e cativante.


Mudanças são tão contantes que perdem impacto
Mudanças são tão contantes que perdem impacto

O elenco de apoio se mostra, também, muito melhor do que o protagonista, com destaque especial para Sarah Paulson, que interpreta uma madrasta cheia de nuances e, ao mesmo tempo, tipicamente clichê.

Mas nada disso acaba importando quando o ritmo da história acaba não cativando e fazendo as grandes revelações do enredo perderem qualquer impacto. A quantidade de tramas paralelas, misturadas no longa em uma montagem não linear, acabam deixando tudo ainda mais confuso e insosso.

De promessa ao Oscar, O Pintassilgo despenca diretamente para a lista de filmes que são bons para se assistir em casa, ou até mesmo no avião, sem escalas. 

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