Vem mais Oscar? Entenda se o Brasil tem chances de aparecer na premiação em 2027
‘O Agente Secreto’ representou o país pelo segundo ano consecutivo na cerimônia neste domingo (15)
Oscar|Julia Pujar, do R7
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Depois de dois anos seguidos participando do Oscar, o público brasileiro já se acostumou com o clima de Copa do Mundo da cerimônia, ainda mais com os feitos históricos que as indicações trouxeram para o país.
Ainda Estou Aqui abriu as portas com estilo na edição de 2025, garantindo a primeira estatueta para o Brasil na categoria Melhor Filme Internacional e a primeira indicação nacional em Melhor Filme. Sem contar a participação icônica de Fernanda Torres, repetindo o feito da mãe, Fernanda Montenegro, e concorrendo à Melhor Atriz.
O legado foi mantido por O Agente Secreto, que entrou na corrida indicado a quatro categorias. Além de repetir a participação em Melhor Filme Internacional e Melhor Filme, o longa inaugurou a nova categoria da premiação, a de Melhor Direção de Elenco, e trouxe a primeira indicação do Brasil em Melhor Ator, representada por Wagner Moura.
Mesmo que o longa de Kleber Mendonça Filho não tenha vencido nenhum prêmio na noite de domingo (15), o Brasil deixou a sua marca mais uma vez. Wagner Moura foi um dos apresentadores da categoria estreiante, e até falou em português em cima do palco mais importante do cinema mundial.
Mas será que as comemorações acabaram ou o Brasil pode aparecer pela terceira vez consecutiva na premiação? Para um filme nacional concorrer ao Oscar 2027, são necessários alguns fatores que vão além da qualidade do longa.
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O primeiro deles é a visibilidade internacional, conquistada principalmente pela presença em festivais de cinema. A exibição das produções nesses eventos garante que o grande público e a indústria conheçam os longas. Ainda Estou Aqui, por exemplo, estreou no Festival Internacional de Veneza, enquanto O Agente Secreto saiu aclamado do Festival de Cannes.
Filmes brasileiros que prometem
A temporada de 2025 do cinema acaba de chegar ao fim com a exibição do Oscar 2026, por isso os grandes festivais sequer fecharam a lista de participantes. Porém, o Brasil já aparece na programação de alguns.
O Festival de Berlim anunciou a presença de seis filmes brasileiros. Entre eles, destaca-se Feito Pipa, do diretor Allan Deberton. Com Lázaro Ramos no elenco, a história acompanha a jornada de descoberta de Gugu (Yuri Gomes), um garoto de 11 anos que vive com a avó, Dilma (Teca Pereira). Porém, à medida que o Alzheimer passa a tomar conta da senhora, o menino terá que lutar para manter a relação dos dois e para não ser obrigado a voltar a morar com o pai.
A produção chegou a ser premiada no festival como o Melhor Filme da Mostra Generation Kplus, seção focada em produções voltadas para o público infanto-juvenil.

Outro longa com estreia garantida em festivais, dessa vez no de Roterdã, é Yellow Cake. Estrelado por Tânia Maria, a Dona Sebastiana de O Agente Secreto, a produção acompanha um Brasil que teria sido tomado pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti Nesse cenário, um grupo de cientistas estrangeiros chega a uma cidade no sertão da Paraíba para fazer experimentos para erradicar o mosquito, porém as coisas não saem como o esperado.
Tânia Maria, inclusive, foi confirmada em outro longa com potencial de internacionalização. Com estreia prevista para 2027, A Adoção, também dirigido por Allan Deberton, iniciou as filmagens no início deste ano; logo, se tiver alguma chance no Oscar, deve aparecer apenas na edição de 2028.
Importante investir
Além da visibilidade dos filmes, um segundo fator essencial e muitas vezes impeditivo para a participação de filmes brasileiros em grandes premiações internacionais é o investimento em distribuição e divulgação.
Para que um filme ocupe as salas de cinema e consiga fazer uma campanha relevante nos períodos de votação, é necessário o trabalho intenso — e muito caro — de distribuidoras. O Agente Secreto, por exemplo, deve muito de seu sucesso internacional ao trabalho da Neon, que inclusive se interessou pelo filme na passagem pelo Festival de Cannes, evidenciando mais uma vez a importância dos festivais.
Candidatos brasileiros elegíveis para o Oscar 2026 é o que não falta. Resta saber se alguma distribuidora internacional irá investir para colocar o país mais uma vez nos holofotes de Hollywood.
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