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Quarto de empregada é uma extensão do pensamento de senzala, diz diretora do filme ‘Aqui Não Entra Luz’

O longa-metragem, que estreia dia 7 de maio, parte da história da própria diretora, Karol Maia

Cinema|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • No Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, a diretora Karol Maia apresenta o documentário "Aqui não Entra Luz".
  • O filme retrata a vida de trabalhadoras domésticas, focando na realidade do "quarto da empregada".
  • Karol Maia, filha de uma doméstica, discute a relação entre arquitetura e a segregação social ao longo da história.
  • A cineasta destaca a importância da PEC das Domésticas, mas evidencia a necessidade de fiscalização individual na categoria.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na última segunda-feira (27), Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, o programa Link News recebeu a diretora e cineasta Karol Maia, responsável pelo documentário Aqui Não Entra Luz, que fala sobre a vida de uma doméstica, tendo como enfoque principal o conceito de “quarto de empregada”.

O longa-metragem, que estreia dia 7 de maio, parte da história da própria diretora, que é filha de uma doméstica, trazendo a reflexão sobre tal ofício, afeto e sua respectiva desigualdade social; além disso, o filme acompanha os relatos de trabalhadoras domésticas.


“Meu primeiro interesse foi pensar na arquitetura e como a arquitetura organiza essas relações de trabalho, e como a arquitetura também serviu, da época da escravidão até os tempos de hoje, para segregar as pessoas. Dá para pensar que no Brasil colonial existiam senzala e casa grande, e o quarto de empregada acaba sendo um projeto de extensão do pensamento da senzala”, relatou a cineasta.

Segundo Karol Maia, sua ideia começou a surgir em meados de 2015, mas foi em 2017 que ela colocou os pensamentos no papel. Com pesquisas sobre os estados brasileiros que mais receberam mão de obra escrava, nasceu o ponto inicial do longa: “Foram Minas Gerais, Rio de Janeiro, Maranhão e Bahia, e entender como a arquitetura colonial e moderna se estabeleceu nesses lugares, e consequentemente como essa arquitetura influencia a vida de mulheres negras que trabalham como trabalhadoras domésticas”, argumentou.


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Dentro das vertentes abordadas no filme, a diretora afirmou que a “camada da maternidade” a tocou e a chocou por sua extensão e presença entre as trabalhadoras. De acordo com a diretora do longa, ao conversar com as domésticas, “ser mãe” era uma grande questão para elas, justamente pelo fator de morar na casa do patrão e de uma ausência na vida dos filhos.

“A PEC das Domésticas foi uma grande conquista da categoria. Mesmo que tardia, foi uma PEC importante para estabelecer esses limites e direitos das trabalhadoras domésticas. Mas eu ainda acredito que existe um trabalho individual, que cada um pode e é convidado a fazer [...] é difícil o governo fiscalizar esse trabalho casa por casa [...] então essa fiscalização acaba que fica na mão das contratadas e dos contratantes”, enfatizou.

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