'Se não emociona, está errado', diz diretora de 'Frozen 2' sobre filme
Para uma sequência tão marcante quanto o original, criadores se esforçaram na composição de novas músicas e buscaram as sensações do passado
Cinema|Caio Sandin, do R7, em Burbank, nos EUA*

Frozen 2 estreou neste final de semana nos Estados Unidos quebrando recordes de bilheteria, se tornando a animação com o primeiro final de semana mais lucrativo da história.
A sequência foi mais um desafio para a roteirista e diretora Jennifer Lee, que, em entrevista exclusiva ao R7, comentou sobre as motivações que a fazem melhorar a cada novo filme.
— Falamos muito sobre como podemos ir além para contar histórias, e nos fazemos uma pergunta o tempo todo, quando estamos ajudando nos filmes uns dos outros, que é 'como ele faz você se sentir?'. Se não te causar nenhuma emoção, então é a hora de parar e rever alguma coisa ali.

Parte desta emoção vem das músicas que voltam a tomar conta do longa, assim como fizeram no original. Para o produtor Peter del Vecchio as canções andam de mãos dadas com a narrativa, "não é como se um conduzisse ao outro".
— Nós começamos com os personagens e a história que, então, inspiram os compositores, que podem escrever uma música que pode afetar o roteiro, mas é um processo de idas e vindas.
A diretora resume este interação como a clássica "história do ovo e da galinha", com os dois lados se ajudando e trabalhando juntos todos os dias.
— Eu posso escrever uma cena muito emocionante e eles a transformam em uma música incrível. Aí, inspirada por esta música, eu faço mudanças em uma outra cena. No fim, quando você tem todas as canções, dá para ver o quanto você fortalece um personagem com uma música e vice-versa. Para nós uma coisa não limita a outra, nós só temos que construí-las totalmente juntas. Foi assim que nós fizemos o primeiro e foi o que repetimos neste segundo filme.

Jennifer — que venceu o Oscar por dirigir e escrever a primeira Aventura Congelante, além de ser roteirista de sucessos como os dois Detona Ralph, Uma Dobra no Tempo e Zootopia — não pretende parar tão cedo e sabe muito bem onde encontrar seu guia para os próximos projetos: dentro de si mesma.
— Nós esperamos poder continuar lançando este desafio para nós mesmos, para que possamos ir ainda mais longe como criadores. Eu acho que boa parte disso começa com nós mesmos, em como o filme nos toca e, então tudo cresce a partir deste ponto.
*O repórter viajou a convite da Disney















