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Diretor de teatro Antunes Filho será velado no Teatro Anchieta

Últimas homenagens para o artista, referência da arte no cenário nacional, serão prestadas a partir das 8h na unidade Consolação do Sesc

|Rafael Custódio, da Agência Record

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Antunes Filho não resistiu a um câncer de pulmão e morreu na última quinta (2)
Antunes Filho não resistiu a um câncer de pulmão e morreu na última quinta (2)

O velório do diretor teatral José Alves Antunes Filho começa às 8h desta sexta-feira (3) no Teatro Anchieta, no Sesc da Consolação, na região central de São Paulo.

Antunes Filho morreu ontem, aos 89 anos de idade, em decorrência de um câncer de pulmão no Hospital Sírio-Libanês. 


Em nota oficial, o Sesc São Paulo disse que "o teatro e todo Brasil estão mais tristes" e informou que Antunes Filho — "companheiro de mais de 30 anos de convivência" — "será velado amanhã, a partir das 8h, no Teatro Sesc Anchieta".

Trajetória


Formador de várias gerações de atores, Antunes faz parte da primeira geração de diretores do teatro nacional. Ele teve como escola o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde iniciou a carreira como assistente de direção em 1952.

Já no final da década de 1950, fundou a companhia Pequeno Teatro de Comédia, que surgiu como alternativa aos modos de produção do TBC e do Teatro de Arena.


Em 1958, Antunes apresentou a adaptação de O Diário de Anne Frank, peça que rendeu a ele o primeiro prêmio de melhor diretor da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Após passar alguns anos na Europa, ele volta ao Pequeno Teatro de Comédia para dirigir Vereda da Salvação (1964). Durante o processo de construção da obra, Antunes Filho submeteu os atores a vários laboratórios físicos e psíquicos.


Black-Out (1967), Macunaíma (1978), Hora e a Vez (1986), a aclamada série Prêt-à-Porter (1998) e a adaptação de A Pedra do Reino (2006) também figuram como algumas das obras de maior destaque do diretor.

Com o apoio do Sesc, ele criou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT) em São Paulo, um escola de formação e grupo permanente, que dirigiu até a sua morte.

A última montagem de Antunes Filho foi Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse, texto do francês Jean-Luc Lagarce que estreou no teatro do Sesc Consolação em setembro do ano passado.

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