Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio sexual e moral
Lorrayne Mavromatis relata que era uma das poucas mulheres em cargos de alto escalão
Famosos e TV|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A brasileira Lorrayne Mavromatis afirmou, em suas redes sociais, ter sido vítima de assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou como executiva na MrBeast Industries, empresa do youtuber Jimmy Donaldson, popularmente conhecido como MrBeast.
Contratada para atuar no processo de criação e produção de conteúdo e estratégias, Lorrayne ficou três anos na empresa. Segundo ela, no início, sentia-se “profundamente orgulhosa” pela oportunidade de trabalhar com profissionais considerados referência no setor.
Com o tempo, no entanto, afirma ter enfrentado, além do assédio moral e sexual, diversas situações de discriminação de gênero e ofensas em público por parte de executivos.
LEIA MAIS
Em um dos episódios, a brasileira relata ter sido obrigada a buscar uma cerveja para Jimmy Donaldson antes de uma gravação, uma tarefa que, segundo a denúncia, teria caráter degradante por ter ocorrido na frente da equipe.
Em outro, Lorrayne afirma ter sido chamada de “burra” após apresentar uma sugestão à empresa. “Uma mulher falando significava que ela era um problema, e isso provou ser verdade depois de ter todas as minhas queixas completamente descartadas e colocadas debaixo do tapete”, declarou.
Ela também destaca que era uma das poucas mulheres em cargos de alto escalão. Segundo seu relato, suas ideias eram frequentemente ignoradas e, em alguns casos, posteriormente repetidas por colegas homens, que acabavam recebendo o reconhecimento.
Já ao relatar o comportamento de um colega considerado tóxico, ela teria ouvido de um executivo que “o que não pode acontecer é você ir reclamar com seus superiores. Isso é tóxico. Minha equipe fez isso — e eles foram demitidos.”
A brasileira afirma ainda que foi convocada sozinha para reuniões privadas na residência do então CEO da empresa, em ambientes descritos como privados e com pouca iluminação. Embora não cite nomes na denúncia, o processo menciona o ex-CEO James Warren como parte das alegações.
Brasileira foi demitida após retornar de licença-maternidade
Após engravidar, Lorrayne afirma ter passado a temer pela estabilidade no emprego. Segundo ela, mesmo com a licença-maternidade aprovada, continuou trabalhando até o último dia antes do parto, dizendo: “Enquanto eu estiver em trabalho de parto a caminho do hospital, eu ligarei para vocês. E é aí que quero que minha licença comece”.
Ela relata que retornou ao trabalho pouco tempo após o nascimento da filha, ainda em recuperação física e emocional, e que foi demitida cerca de duas semanas depois. De acordo com seu relato, a justificativa apresentada teria sido de que seu “nível era alto demais para a função”. A profissional também afirma ter sido substituída por um homem no cargo.
A ex-funcionária afirma ainda ter perdido momentos importantes do primeiro ano de vida da filha. “Minha filha acabou de completar um ano. E, quando olho para trás, para aqueles primeiros meses, percebo que perdi o tempo de vínculo com o meu bebê, perdi os primeiros momentos dela — seu primeiro sorriso, sua primeira risada — isso me machuca de formas que eu nem consigo expressar. Esses momentos não esperam por você. Eles acontecem e, depois, se vão”, disse, acrescentando que não teve tempo suficiente para se recuperar, nem física nem emocionalmente. “Tudo isso foi tirado de mim. Nunca poderei recuperar isso”.
Lorrayne conclui a publicação explicando o motivo que a fez buscar por medidas legais. “Por todas as mulheres que enfrentaram medo no ambiente de trabalho, que foram levadas a acreditar que precisam escolher entre seus filhos ou suas carreiras. Por cada mulher que foi silenciada. Tentaram me silenciar o suficiente. Mas chega.”
Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













