Paulo Coelho se manifesta sobre suposta traição de Raul Seixas

'Fiquei quieto por 45 anos', declarou o escritor após divulgação de livro que relata possibilidade de ele ter sido entregue para ditadura militar pelo músico

Paulo disse que se sentiu abandonado na época

Paulo disse que se sentiu abandonado na época

Reprodução/Instagram

O escritor Paulo Coelho usou as redes sociais para comentar a possibilidade de ter sido entregue para os militares durante a ditadura, em 1974, pelo cantor Raul Seixas.

"Fiquei quieto por 45 anos. Achei que levava segredo para o túmulo", escreveu Paulo no Twitter.

A declaração do autor foi feita por conta do livro Não diga que a canção está perdida, do jornalista Jotabê Medeiros, previsto para ser lançado no dia 1º de novembro.

Na publicação, Jotabê realta que o músico foi intimado para depor no Dops (Departamento de Ordem Policial e Social) dias antes de Paulo ser capturado pelos militares. Os detalhes do livro foram divulgados no jornal Folha de S. Paulo nesta quarta.

A mensagem de Paulo Coelho repercutiu nas redes sociais e ele voltou a se manifestar sobre a suposta traição de Raul. "Não confirmei e não confirmo nada. Eu apenas vi o documento e me senti abandonado na época."

O escritor ainda rebateu o tuíte de um seguidor com os dizeres "Raul Seixas cancelado".

"Não faça isso. Eu vi os documentos que Jotabê me enviou, já tinha conversado com Raul a esse respeito (um dia que ele estava, digamos…) e águas passadas não movem moinhos", declarou.