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Imprensa colombiana lamenta e se orgulha do compatriota imortal

Gabriel García Márquez moreu na quinta-feira (19) na Cidade do México aos 87 anos 

|Do R7

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García Márquez faleceu na Cidade do México aos 87 anos
García Márquez faleceu na Cidade do México aos 87 anos

A imprensa colombiana chora nesta sexta-feira (18) a morte do Nobel Gabriel García Márquez, "o compatriota mais querido" — nas palavras do presidente Juan Manuel Santos. Márquez faleceu na quinta-feira (17) na Cidade do México aos 87 anos.

A notícia da morte do filho de telegrafista de Aracataca rompeu o silêncio das redações dos jornais que habitualmente não circulam na Sexta-Feira Santa, mas que se mobilizaram para encher suas páginas eletrônicas com detalhes da vida e obra do autor de "Cem anos de solidão".


Todos concordam que o Nobel de 1982 deixou uma obra para a posteridade. "GABO, IMORTAL!", em maiúsculas, estampa a primeira página do "El Tiempo"; "Para sempre", seguido da assinatura do autor, mostra a capa do "El Espectador"; "O eterno legado de Gabriel García Márquez" é a manchete do "El Colombiano"; "Colômbia chora por Gabo" foi a escolha do "El País" de Cali e "Adeus a Gabo, o Nobel colombiano" abre o "El Heraldo" de Barranquilla.

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Nas páginas dos cadernos especiais aparecem resenhas sobre o autor e sua obra, seu legado, sua importância para as letras castelhanas, frases e discursos, prêmios, gostos, fotografias, enfim, tudo que Gabriel García Márquez representa para o país e para o mundo.


O editorial do "El Tiempo", que publicará em uma edição especial sobre o escritor no próximo domingo, diz que "agora, quando se apaga a luz na existência do colombiano mais notável de todos os tempos, é preciso agradecer novamente por tudo o que ele deu ao país, à América Latina e à literatura universal".

O jornal de Bogotá lançou na quinta-feira à noite uma edição extra impressa de oito páginas e publicou nesta sexta-feira (18) um especial de 12 páginas em homenagem ao Nobel colombiano. "Gabriel García Márquez marcou um ponto determinante para a escritura e criou uma obra de caráter universal. Quebrou a tradição literária e construiu, por meio de imagens fantásticas, uma maravilha cheia de poesia", escreve "El Espectador".


O jornal lembra que foi em suas páginas que Gabo exerceu o ofício de jornalista e que foi lá, também, que publicou em 13 de setembro de 1947 seu primeiro conto, "A terceira resignação", o que foi "o começo de uma relação estreita" e de "uma história que não termina com sua morte".

Outro jornal no qual também trabalhou em sua juventude, "El Heraldo", de Barranquilla, imprimiu uma edição extra de 12 páginas que sob o título "Luto em Macondo", lembra que Gabo "elevou o nome da Colômbia ao patamar mais alto da literatura universal ao ganhar o Prêmio Nobel em 1982".

Assim, a imprensa colombiana lamenta, mas ao mesmo tempo se enche de orgulho, por dividir um dos maiores escritores de todos os tempos

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