Entretenimento Menos política e mais amor no retorno do Festival de Cinema de Berlim às sessões presenciais

Menos política e mais amor no retorno do Festival de Cinema de Berlim às sessões presenciais

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Por Thomas Escritt

BERLIM (Reuters) - O tema do amor domina os candidatos da principal competição do Festival de Cinema de Berlim, que se afastou dos dramas políticos altamente críticos com os quais o evento cinematográfico é normalmente identificado.

As exibições presenciais serão retomadas em 2022 após a versão online do ano passado, em um evento no qual o diretor artístico Carlo Chatrian espera restaurar as ligações sociais enfraquecidas por dois anos de lockdowns e isolamentos.

"Nunca antes vimos e recebemos tantas histórias de amor como neste ano: amor louco, improvável, inesperado e intoxicante", afirmou Chatrian, ao revelar o lineup da competição deste ano.

Dezoito filmes irão competir pelo Urso de Ouro de melhor filme em uma competição que inclui o longa "Both Sides of the Blade", da diretora francesa Claire Denis, que tem Juliette Binoche em um triângulo amoroso em tempos de pandemia.

"Assistir um filme em um cinema, poder ouvir pessoas respirando, rindo ou sussurrando ao seu lado (mesmo com o distanciamento social correto), contribui de maneira vital não apenas ao prazer de assistir, mas também para fortalecer a função social que o cinema tem e precisa continuar tendo", disse Chatrian.

Iniciado em 1951 em uma cidade dividida que representava as fronteiras da Guerra Fria, a Berlinale é normalmente o mais político dos grandes festivais de cinema, e sua 72ª edição, que acontece entre 10 e 20 de fevereiro, preserva um pouco desse espírito com títulos como "Call Jane", com Elizabeth Banks, Sigourney Weaver e Kate Mara, passado nos anos 1960 e trazendo uma discussão sobre o aborto justamente enquanto a Suprema Corte norte-americana decide casos que podem limitar o direito ao procedimento.

(Reportagem de Thomas Escritt)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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