Logo R7.com
RecordPlus
R7 Música

AC/DC retorna a São Paulo após 16 anos com show histórico e prova que o rock não envelhece

Setlist teve 21 músicas, incluindo sucessos como Back in Black, Thunderstruck e Shoot to Thrill

Música|Mariana MorelloOpens in new window

  • Google News
Primeiro show em São Paulo teve 2h15 de duração Rafael Cusato/Brazil News

A banda australiana AC/DC fez um retorno histórico e triunfal a São Paulo, nesta terça-feira (24), após 16 anos. A primeira de três noites no Estádio MorumBIS foi executada com uma maestria que só uma das maiores — e melhores — bandas de rock poderia alcançar.

O show começou pontualmente, às 21h, com uma viagem rumo ao estádio. O vídeo de abertura mostrava um Dodge Polara 1971 vermelho cruzando ruas e placas de São Paulo, passando por um “Boteco da Rosie”, até chegar ao backstage do local.


Ao fim do filme, os integrantes surgiram no palco abrindo a apresentação com os acordes de If You Want Blood (You’ve Got It). Pelas duas horas e quinze minutos seguintes, alguns dos maiores clássicos da história do rock foram revisitados.

A setlist do show teve 21 músicas, incluindo sucessos como Back in Black, Thunderstruck, Highway to Hell, Shoot to Thrill e You Shook Me All Night Long.


Brian Johnson e Angus Young dividem o palco há mais de 35 anos Rafael Cusato/Brazil News

A plateia ensurdecedora não deixa dúvidas sobre o tamanho e a importância do legado do grupo. Formado pelos irmãos escoceses Angus Young e Malcolm Young — este último na banda até 2014 e falecido em 2017 —, o AC/DC já passou por diversas formações.

Mas, desde sua primeira fase com o vocalista Bon Scott (morto em 1980), entrega o som atemporal pelo qual ficou conhecido. Hoje, o vocalista Brian Johnson e o guitarrista Angus Young são o rosto da banda.


Brian surge com sua boina característica, enquanto Angus veste a clássica roupinha schoolboy. Mantendo a mesma estética há décadas, a dupla ativa um senso de nostalgia e identificação que catalisa a fissura do público ao longo desses mais de 40 anos de estrada.

No palco, os dois seguem verdadeiros showmen. Com 78 e 70 anos, respectivamente, Brian e Angus comandam a plateia com perfeição.


À la Freddie Mercury, Brian arriscou um improviso e guiou o público durante High Voltage — interação que resultou no melhor elogio possível: “São Paulo, vocês são os melhores!”, declarou o vocalista.

Angus Young se mantém firme ao visual schoolboy característico Rafael Cusato/Brazil News

Mas era Angus quem protagonizava as peripécias mais aguardadas. O estádio vinha abaixo toda vez que o escocês executava sua versão da “Duck Walk” (ou “dança do pato”), criada por Chuck Berry.

Em Sin City, o cofundador elevou ainda mais o jogo ao tocar guitarra com a própria gravata.

A noite foi coroada da melhor forma possível no bis. T.N.T. levou a plateia à loucura, e For Those About to Rock (We Salute You) — exatamente a que todos esperavam — foi a cereja do bolo.

Shows assim são o melhor antídoto contra o argumento de que artistas precisam se aposentar quando a voz “já não é mais a mesma de 30 anos atrás”. Cada fase da banda importa e carrega qualidades próprias. E quem realmente sabe apreciar música entende isso.

Ao redor, era comum ouvir fãs hipnotizados constatando: “E tudo isso com 70 anos”, ou “Eles estão melhores que a gente!”.

O AC/DC pode até carregar décadas na bagagem, mas no palco o tempo não pesa. Porque quando os amplificadores ligam e o riff entra, o que fala mais alto é o rock — e esse nunca envelhece.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.