Avenged Sevenfold equilibra nostalgia e ambição em show histórico no Brasil
Banda norte-americana de heavy metal reuniu mais de 50 mil pessoas no Allianz Parque, em São Paulo, no último sábado (31)
Música| Gabriel Ferreira, do R7
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O calor intenso e o sol forte não foram suficientes para impedir que um mar de camisetas pretas tomasse as ruas ao redor do Allianz Parque na tarde do último sábado (31), em São Paulo. Quem passava pelo bairro da Água Branca e se deparava com as longas filas de fãs ansiosos para entrar no estádio do Palmeiras dificilmente tinha dúvidas: chegou o dia do rock.
Liderado pelo carismático e irreverente M. Shadows, o Avenged Sevenfold — ou simplesmente A7X — se apresentou para um público superior a 50 mil pessoas, no maior show solo de sua carreira. O Brasil, aliás, já é figurinha carimbada na trajetória da banda: essa foi a sexta passagem dos norte-americanos pelo país — a visita mais recente foi em 2024.
As apresentações em São Paulo e Curitiba estavam originalmente marcadas para outubro, mas precisaram ser adiadas devido a problemas de saúde de M. Shadows, que passou por uma cirurgia nas cordas vocais. Meses depois, embora o vocalista ainda não esteja em seu auge técnico, a entrega permanece sólida e profissional, sustentando a qualidade do espetáculo.
Mr. Bungle e A Day to Remember abriram a noite
Para celebrar a ocasião, a banda trouxe dois nomes de peso para a abertura da noite, Mr. Bungle e A Day to Remember.
Mesmo escalado como atração inicial, o Mr. Bungle era o grupo mais experiente do line-up. Formada em 1985, a banda ficou conhecida pela mistura ousada de estilos que transita entre o rock, o metal e até o jazz. Embora nunca tenha se consolidado como um nome forte no Brasil, o grupo entregou uma apresentação carismática e bem-humorada, com Mike Patton arriscando frases em português para se aproximar do público.
Já com o sol se pondo, foi a vez do A Day to Remember elevar a temperatura emocional do estádio. Formada na Flórida em 2003, a banda já tem uma relação consolidada com o público brasileiro. Em 2024, foi um dos destaques do festival I Wanna Be, que percorreu cinco cidades do país com a proposta de celebrar o rock emo. De volta em 2026, o grupo mostrou novamente domínio de palco e repertório, entregando um show com energia de headliner.
Logo nos primeiros acordes de “The Downfall of Us All”, a resposta do público foi imediata: rodas de mosh pit se espalharam pela pista. Ao longo de pouco mais de uma hora, a banda manteve intensidade constante, alternando momentos caóticos com breves pausas em que o vocalista Jeremy McKinnon agradecia, mais uma vez, o carinho dos fãs brasileiros.
Um dos nomes mais respeitados do metal contemporâneo

Em turnê para divulgar o álbum Life Is But a Dream… (2023), Avenged Sevenfold enfrentou o desafio de equilibrar composições mais recentes — que dividem opiniões — com clássicos que marcaram toda uma geração.
Em tom bem-humorado, M. Shadows comentou a conhecida “obsessão” do público brasileiro por faixas antigas. O vocalista surpreendeu ao resgatar Gunslinger, ausente dos setlists recentes, e ainda brindou os fãs com uma versão improvisada de Seize the Day, tocada exclusivamente no Brasil.
O trabalho de guitarra de Synyster Gates também foi um espetáculo à parte. Da introdução inconfundível de Nightmare ao solo explosivo de Afterlife, o músico demonstrou por que é um dos nomes mais respeitados do metal contemporâneo, reproduzindo ao vivo arranjos complexos com precisão impressionante.
Mesmo com a recepção mais morna ao material recente, a satisfação da banda ao ver um estádio lotado era evidente. M. Shadows fez questão de agradecer repetidamente ao público e chegou a interromper a apresentação em mais de um momento ao notar fãs machucados na pista, reforçando que a intensidade e caos presentes em shows de metal não precisam ser sinônimos de desorganização.
Encerrando a noite com os oito minutos épicos de A Little Piece of Heaven, o Avenged Sevenfold entregou um show histórico de pouco mais de duas horas em São Paulo. Embalada pela nostalgia e pela força de um público que voltou a abraçar sonoridades mais pesadas, a banda reafirmou que o rock e o metal seguem vivos — e com muito espaço — no Brasil.
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