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Integrante do Pussy Riot em greve de fome é internada

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Uma das integrantes do grupo de rock Pussy Riot, Nadejda Tolokonnikova, em greve de fome, foi transferida neste domingo da prisão para o hospital, informaram fontes hospitalares.

"Os médicos já estão cuidando dela", declarou Serguei Shalin, chefe do hospital Nº21 situado em Barashevo, em Mordóvia (600 km a leste de Moscou), onde a Pussy Riot se declarou há uma semana em greve de fome para protestar contra as ameaças que disse ter recebido na prisão.


Tolokonnikova se declarou na segunda-feira em greve em protesto contra as ameaças que diz estar recebendo na prisão depois de denunciar suas condições de encarceramento.

Piotr Verzilov, o marido da cantora, assegurou que os internos e empregados da prisão confirmaram que Tolokonnikova foi transferida para o hospital.


Neste domingo, Verzilov publicou uma carta aberta dirigia do chefe do Serviço Federal para a Execução de Penas, queixando-se que Tolokonnikova ficou incomunicável por mais de 60 horas.

Na sexta, a Pussy Riot já havia sido transferida para a enfermaria da prisão devido a seu estado de saúde.


Nadejda Tolokonnikova, uma das integrantes detidas do grupo de punk rock russo Pussy Riot, atualmente em greve de fome, afirmou que autoridades da colônia penitenciária a privaram de água, fazendo uso da força, em uma carta divulgada nesta sexta-feira.

Em uma carta transmitida por seu marido, a jovem de 23 anos, que tem uma filha de cinco anos, indicou que duas funcionárias do campo de trabalhos forçados para mulheres Nº 14 de Mordóvia (600 km a leste de Moscou), acompanhadas por uma prisioneira, entraram na cela onde estava incomunicável desde o início desta semana para confiscar todas as suas garrafas de água.


"A oficial Vadim Nikolaevich pegou minhas mãos, exercendo uma pressão dolorosa sobre meus ombros e impedindo que me movesse. Enquanto isso, a presa Nevecheria levou toda a minha água potável", escreveu.

"Sem água, uma pessoa morre em poucos dias quando está em greve de fome", acrescentou.

O serviço russo de aplicação de penas desmentiu estas acusações.

Nadejda Tolokonnikova cumpre uma pena de dois anos por ter participado em 2012 de uma oração punk contra o presidente russo Vladimir Putin, cantada na catedral de Moscou.

Ela e as outras integrantes do grupo, Maria Alejina e Ekaterina Samutsevich, na oração punk pediam, em plena Catedral de Cristo Salvador de Moscou, que a Virgem "expulsasse Putin do poder".

As três foram condenadas a dois anos por "vandalismo" e "incitação ao ódio religioso".

Ekaterina Samutsevich obteve a liberdade condicional em outubro de 2012, enquanto Alejina e Tolokonnikova devem ser libertadas em março.

as-lap/esb/msv/ame/cn

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