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Joe Hottinger, guitarrista do Halestorm, fala de volta ao Brasil após 10 anos: ‘Estamos prontos’

Músico conversa com o R7 sobre a expectativa para se apresentar no ‘Monsters of Rock’ neste sábado (4)

Música|Gabriel Ferreira, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Halestorm, liderado por Joe Hottinger, retorna ao Brasil após quase dez anos, se apresentando no festival Monsters of Rock.
  • A banda lançou três álbuns desde sua última visita, incluindo o recente "Everest", que traz uma abordagem musical espontânea.
  • Joe destaca a importância da presença feminina no rock, elogiando sua parceira Lzzy Hale e o impacto dela no gênero.
  • Ele acredita que a tecnologia está democratizando a música, permitindo que novos artistas se destaquem sem grandes orçamentos.

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Halestorm é formada por Josh Smith (baixo), Arejay Hale (bateria), Joe Hottinger (guitarra) e Lzzy Hale (vocal/guitarra)
Halestorm é formada por Josh Smith (baixo), Arejay Hale (bateria), Joe Hottinger (guitarra) e Lzzy Hale (vocal/guitarra) Divulgação/Halestorm

Após quase uma década longe do Brasil, o Halestorm, uma das bandas mais notáveis do rock contemporâneo, retorna para reencontrar seu público apaixonado. Ansioso para a volta, o guitarrista Joe Hottinger, em conversa com o R7, fala sobre a energia dos fãs brasileiros, o momento atual da banda e a importância da presença feminina no gênero.

“Estou animado por estar falando com vocês. Isso significa que finalmente estamos prontos para voltar”, afirma o músico, que celebra o retorno após a última passagem da banda pelo país, em 2016. Desde então, muita coisa mudou. “Lançamos três discos nesse período. Temos muita música para tocar para vocês.”


Joe retorna ao país com seus companheiros do Halestorm neste sábado (4), para o festival Monsters of Rock, que promete agitar o Allianz Parque, em São Paulo, com um line-up de peso que inclui nomes históricos como Guns N’ Roses e Lynyrd Skynyrd. Para o guitarrista, subir ao palco ao lado de ídolos é um privilégio que ainda o surpreende.

“É uma das melhores partes de ser um ‘soldado do rock and roll’. Estamos na estrada há 20 anos espalhando essa música pesada que amamos. Às vezes, você divide o palco com seus heróis, com as pessoas que te ensinaram como isso funciona. É emocionante e humilde ao mesmo tempo.”


Sucesso de público e crítica

Formado em 1997 na Pensilvânia, nos Estados Unidos, pelos irmãos Lzzy e Arejay Hale, o Halestorm já se consolidou no cenário internacional com um estilo de hard rock potente e performances ao vivo eletrizantes. O segundo álbum, The Strange Case Of…, rendeu ao grupo um Grammy em 2013, além de muitos sucessos nas paradas e uma legião de fãs no mundo todo.

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Hottinger relembra com carinho o impacto da primeira visita ao Brasil, em 2013. “Tinha segurança nos esperando e pensamos: ‘Ninguém sabe quem somos’. Mas quando a Lzzy [vocalista] saiu do carro, as pessoas estavam empurrando o carro, tentando chegar perto. Foi surreal. No aeroporto, no hotel, todo mundo muito carinhoso. É muito agradável ver como ainda existem fãs de hard rock e música pesada no mundo que levam isso a um outro nível.“


[Os fãs brasileiros] precisam conhecer seus heróis, e eles têm essa coisa que vai além de qualquer outro lugar no mundo. Então, é sempre incrível ir até aí e sei que estamos todos ansiosos por isso. Mal posso esperar.”

Com várias músicas no topo, o Halestorm voltou a se destacar com seu mais recente álbum, Everest, e uma extensa turnê mundial. Sobre o disco, lançado no ano passado, o guitarrista descreve o trabalho como uma experiência diferente de tudo que a banda já fez. Produzido por Dave Cobb, o projeto nasceu de forma espontânea, com composições sendo gravadas praticamente no momento em que surgiam.


Entramos no estúdio para ficar desconfortáveis, para fazer um disco de um jeito que nunca tínhamos feito. Não levamos músicas prontas. Íamos escrevendo e gravando ao mesmo tempo. Você consegue ouvir a energia real ali. Foi frustrante às vezes, mas empolgante.”

Momento atual e o poder das mulheres no rock

Halestorm venceu um Grammy em 2013
Halestorm venceu um Grammy em 2013 Divulgação/Halestorm

Após mais de duas décadas ao lado de Lzzy Hale, Arejay Hale e Josh Smith, Hottinger acredita que o maior trunfo do Halestorm está na relação entre os integrantes. “Se alguém tem um problema e não fala, isso vira o problema. Nossa comunicação nunca foi tão boa. Todo mundo se sente seguro para apresentar até as ideias mais bobas. E geralmente são as mais divertidas.”

Em um gênero fortemente masculino, o Halestorm se destaca com o vocal poderoso de Lzzy Hale, que ajudou a moldar a participação das mulheres no rock e metal. Joe não divide apenas o palco com Lzzy, mas também a vida pessoal, já que os dois estão em um relacionamento há muitos anos.

Ao falar sobre Lzzy, o músico não esconde a admiração profunda pelo talento da parceira. “Não importa o gênero que você curte, que língua você fala, ela canta direto pro seu coração, e é maluco. Mal posso esperar para tocar para mais pessoas no Brasil e alcançar um público maior, porque eles precisam ouvir ela cantar. É mágico!”

Ele também destaca o crescimento e a importância da presença feminina na música pesada. “Há 15 anos, a Lzzy era a única mulher em muitos festivais. Hoje fazemos eventos com um dia inteiro só de bandas pesadas lideradas por mulheres. É impressionante.” Para Hottinger, a discussão deveria ir além de rótulos. “É só música feita por pessoas. Música humana.”

Questionado sobre uma possível “renascença” do rock e do metal, o guitarrista concorda que algo interessante está acontecendo. Para ele, a tecnologia democratizou a produção musical. “Os orçamentos de estúdio diminuíram, então a galera aprendeu a fazer disco no quarto, no computador. Hoje você não precisa de um monte de equipamento caro para lançar algo que impacte as pessoas.”

Orgulhoso da trajetória da banda, ele ainda garante que o objetivo continua o mesmo desde o início: criar momentos memoráveis. “A gente busca aquele instante em que o arrepio sobe pelo braço. É isso que queremos em cada show e em cada disco. Ainda estamos subindo a mesma montanha. Quanto mais tempo passa, mais alto chegamos. E, enquanto estivermos fazendo isso pelos motivos certos, está tudo valendo.”

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