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Korn transforma estádio em catarse, chuva e nostalgia em noite histórica em São Paulo

Banda de nu metal liderada por Jonathan Davis trouxe um espetáculo explosivo que celebrou o impacto do gênero no Brasil

Música|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Korn fez um show histórico no Nubank Parque, em São Paulo, após nove anos sem se apresentar no Brasil.
  • A banda trouxe um repertório focado na fase clássica, animando 55 mil fãs com hits memoráveis.
  • A chuva se tornou parte do espetáculo, intensificando a experiência e fechando com fogo de artifício após "Freak on a Leash".
  • O vocalista Jonathan Davis prometeu que a próxima visita ao Brasil não demorará tanto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Korn lotou estádio do Palmeiras
Korn lotou estádio do Palmeiras Divulgação/@pridiabr /@30ebr

Os norte-americanos do Korn trouxeram ao Nubank Parque, em São Paulo, o maior show da banda no Brasil no último sábado (16). De quebra, os músicos entregaram uma apresentação que pareceu condensar três décadas de peso, caos e identidade em pouco mais de uma hora e meia.

Depois de nove anos sem tocar no país — a última passagem tinha sido em 2017, para uma quantidade consideravelmente menor de fãs —, Jonathan Davis e companhia encontraram um público que já chegou pronto para o impacto de uma banda que, em 2026, voltou a ocupar um espaço central na conversa do rock pesado, embalada também pela ressurgência do nu metal e o momento de nostalgia dos anos 2000.


Antes do evento principal, o estádio do Palmeiras recebeu três apresentações que ajudaram a construir o clima da noite. Os brasileiros do Black Pantera abriram os trabalhos com a intensidade já conhecida do trio mineiro, apostando em riffs acelerados e forte interação com o público desde cedo.

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Na sequência, o Seven Hours After Violet, projeto liderado por Shavo Odadjian, baixista do System of a Down, trouxe uma sonoridade pesada e moderna, funcionando como uma ponte interessante entre o metal alternativo dos anos 2000 e a nova geração do gênero.


Jonathan Davis, vocalista e líder dol Korn
Jonathan Davis, vocalista e líder do Korn Divulgação/@pridiabr /@30ebr

Já o Spiritbox confirmou o motivo de ser uma das bandas mais comentadas do metal contemporâneo: técnica refinada, peso atmosférico e a presença magnética da vocalista Courtney LaPlante fizeram o grupo conquistar até quem talvez ainda não estivesse familiarizado com a banda canadense.

Pouco depois das 21h30, o Korn fez sua entrada explosiva para as 55 mil pessoas que lotaram o estádio, como só quem sabe exatamente o tamanho da própria história é capaz de fazer. Antes mesmo dos primeiros acordes de Blind, as rodas de mosh pit já se anunciavam na pista, e, quando a banda emendou na já clássica frase “are you ready?” (Vocês estão prontos?), a arena virou uma massa pulsante de camisetas pretas, celulares erguidos e gritos que pareciam devolver ao grupo a dimensão de seus maiores anos.


A banda ofereceu pouco descanso para os fãs. No palco, uma sequência de hits do começo da carreira, como Got the Life, Did My Time e Coming Undone“, mostrou o peso e o legado do Korn como um dos pilares do gênero.

O foco evidente na fase clássica do grupo deve ter agradado em cheio quem foi ao estádio em busca de memória afetiva, embora possa ter deixado parte dos fãs com vontade de ouvir mais dos projetos recentes. O vocalista Jonathan Davis ainda fez questão de se desculpar pela longa espera e prometeu que a próxima volta ao Brasil não demorará tanto.


E então veio a chuva, elemento que acabou virando parte inseparável do espetáculo e, sem dúvida, marcou a noite de todos que estavam presentes. O que começou como uma garoa discreta rapidamente se transformou em temporal, especialmente a partir do miolo do set, em um daqueles raros casos em que o clima não atrapalha o show — ele o reescreve.

Nas pistas e cadeiras, o público foi ficando encharcado, mas sem perder a entrega; e o Korn, longe de se dar por vencido pela água, parecia ampliar o próprio drama, como se a tempestade servisse de moldura para a música. O detalhe mais bonito veio no fim; a chuva forte cessou logo depois das últimas notas de Freak on a Leash, maior clássico da banda, e a habitual queima de fogos, como se tudo tivesse sido calculado para terminar junto com o silêncio do estádio.

No fim, o Korn saiu de São Paulo com uma vitória dupla: a de uma banda que ainda consegue lotar estádio por mérito próprio e a de um repertório que, no ao vivo, continua esmagador. Em noite de chuva, suor e memória, o Korn fez o que grandes bandas fazem quando estão no lugar certo, na hora certa: transformou nostalgia em acontecimento.

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