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Orquestra Sinfônica Brasileira enfrenta a sua pior crise em 77 anos de história 

Músicos estão com salários atrasado há meses

Música|Karla Dunder, do R7

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A Orquestra Sinfônica Brasileira, uma das mais importantes instituições musicais do país, com sede no Rio de Janeiro, enfrenta uma das piores crises em 77 anos de história. O salário de 83 músicos e dos funcionários está atrasado desde setembro de 2016.

A situação financeira é extremamente delicada: a instituição tem um déficit de R$ 15,5 milhões do orçamento anual, sendo que R$ 5 milhões configuram uma dívida do ano anterior.


Uma luz surge com a possibilidade da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fosb), responsável pela instituição, voltar a captar recursos pela Lei Rouanet, como explica a Diretora Executiva, Ana Flavia Leite:

— Resolvemos todas as pendências que tínhamos com o Ministério da Cultura e fomos autorizados a captar recursos pela Lei Rouanet. Desde janeiro fazemos prospecção de patrocinadores e temos boas perspectivas, mas ainda não assinamos nada. Como Fundação, dependemos de patrocínio e doações, só assim sairemos dessa crise.


Os problemas financeiros começaram quando o Ministério da Cultura suspendeu a captação de recursos via Lei Rouanet por problemas na prestação de contas. Sem patrocínio e sem verba pública, a orquestra se viu em apuros sem pagar contas e salários. Os músicos decidiram, então, realizar dois concertos — um na Universidade Federal do Rio de Janeiro e outro na Sala Cecília Meireles - no último fim de semana para arrecadar fundos, toda a bilheteria foi revertida aos artistas.

— A repercussão dessas apresentações foi muito positiva principalmente porque a sociedade viu que estamos vivos e temos garra para continuar, diz o Nikolay Sapoundijev, representante dos músicos da OSB.


Ainda, de acordo com Sapoundijev, em breve, os músicos pretendem realizar novos concertos. Mas está esperançoso:

— A Fundação regularizou a situação junto ao MinC, assim, com a possibilidade de captação de recursos e a possível volta de patrocinadores, temos esperanças de que a OSB continue, sem esses recursos, o óbito é quase certo, diz.


O diretor artístico, Pablo Castellar, vê com pesar a situação atual da Orquestra:

— São quase oito décadas de história. Um dos mais importantes patrimônios imateriais do Brasil. Uma orquestra pioneira em turnês internacionais, responsável pelo lançamento de grandes solistas, que recebeu grandes maestros e compositores ao longo de sua trajetória e agora passar por uma situação como esta. Não podemos lançar uma nova programação ou marcar concertos enquanto não resolvermos a questão salarial dos músicos.

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