Valentino volta a investir no preto na Semana de Moda de Paris

PARIS (Reuters) - Dos corpetes de couro aos vestidos cheios de babados, a grife italiana Valentino apresentou uma série de looks em preto em Paris, no domingo, quando as casas de moda decidiram seguir adiante com os desfiles apesar do surto de coronavírus que manteve parte do público à distância.

A Semana de Moda de Paris segue até o dia 3 de março, e grandes marcas como Chanel e Louis Vuitton ainda subirão na passarela.

No desfile de Valentino, outro destaque do calendário, as modelos apresentaram uma sequência de peças negras, algumas decoradas com lantejoulas e outras com padrões de renda mais delicados.

As peças discretas foram contrabalançadas por rompantes de vermelho intenso aqui e ali, de uma bolsa de mão pregueada a luvas compridas, e o estilista Pierpaolo Piccioli encerrou o espetáculo com tons mais aéreos, inclusive alguns vestidos de malha cintilantes.

Alguns funcionários usavam máscaras negras enquanto davam os retoques finais nos assentos e no cenário antes da chegada dos convidados.

O surto de coronavírus, que surgiu na China e está se propagando com rapidez, induziu os organizadores de alguns grandes eventos globais a cancelá-los por precaução, e no sábado a França adotou uma proibição temporária a aglomerações de mais de 5 mil pessoas.

As semanas de moda tendem a ser menores, com no máximo algumas centenas de espectadores.

Mas muitos jornalistas e blogueiros de moda chineses se ausentaram de Paris nesta temporada devido às restrições de viagem, e na sexta-feira a grife francesa Agnès b. se tornou a primeira casa de moda não-chinesa a cancelar uma apresentação por causa do surto.

Mais cedo no domingo, o estilista japonês Issey Miyake transformou o pátio de uma escola em uma passarela para seu desfile, no qual as modelos exibiram estilos chamativos em preto e branco que as fizeram parecer vestidas com recortes de papel.

A coleção outono-inverno também contou com looks futuristas, como um macacão dobrado que evocou os origamis japoneses.

O show terminou com uma explosão de cor em uma parada coreografada de modelos homens e mulheres com vestimentas assexuadas, e mangas de macacões presas umas às outras para formar uma longa corrente humana.