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‘Cara de Um, Focinho de Outro’ é como falar de natureza a uma criança sem ser militante

Animação dos estúdios Disney e Pixar chega aos cinemas nesta quinta-feira (5) e promete reflexão aos pequenos — e aos adultos

Cine R7|Larissa Lopes

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'Cara de Um, Focinho de Outro' consegue ser atual e necessário sem cair na militância Divulgação/Disney/Pixar

Depois do recente Zootopia 2, parece que a Disney se encantou mesmo pelo universo animal. Em Cara de Um, Focinho de Outro, vemos a mesma explosão de cores e texturas em animais de todos os tipos, mas com uma temática atual e necessária, quase como se a COP30, realizada em novembro de 2025, fosse resumida para educar os pequenos.

A nova animação dos estúdios Disney e Pixar fala sobre a preservação da natureza e o cuidado com os bichos e faz uma crítica à modernização desenfreada das cidades.


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Parece pedante, mas o filme passa longe disso: com personagens cativantes e um roteiro divertido, os adultos revisitam a preocupação com o tema, enquanto as crianças aprendem com um ótimo exemplo.

Mabel é uma jovem universitária de 19 anos que se revolta ao descobrir que o prefeito da cidade, Jerry Generazzo, vai construir um anel viário e, para isso, pretende destruir parte da floresta e fazer os animais “se mudarem” do próprio habitat.


A jovem parte em uma saga para impedir que as obras continuem e, ainda, com o objetivo de salvar os bichos. Apesar de decidida, Mabel não é a clássica militante de redes sociais, já que põe a mão na massa e mostra que também pode acertar e errar.

Ainda que Cara de Um, Focinho de Outro não cite as mudanças climáticas, reflete muito sobre a conservação das florestas e da biodiversidade como pilares do equilíbrio do meio ambiente, tanto dos animais quanto dos humanos.


As cenas com todos os animais são de encantar os olhos no cinema Divulgação/Disney/Pixar

Um dos encantos do filme é ver uma representação de como seriam os sistemas de governo em cada reino animal: tem o rei dos mamíferos, a rainha dos insetos — dublada por Renata Sorrah —, entre outros. Estão no elenco ainda Thaís Fersoza, Manuela Macedo e Nestor Chiesse.

A animação também mistura avanços tecnológicos e pesquisas científicas com Mabel se transformando em um robô para viver na pele de um castor. Um toque de Black Mirror, talvez?


No meio disso tudo, ainda sobrou tempo para a Pixar ser a Pixar que conhecemos. A profundidade e o significado da relação de Mabel com a avó que morreu fazem a gente se lembrar dos sucessos Soul e Viva - A Vida é uma Festa.

Mesmo que Cara de Um, Focinho de Outro não caia no gosto do público, como as outras animações, o ingresso vale (e muito): o filme cumpre o seu papel de provocar reflexões em quem assiste. E basta entrar em uma sala de cinema ao lado de crianças para ver o efeito que ele causa.

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