‘Sting - Aranha Assassina’ não é bom, nem ruim o suficiente para ser lembrado
Terror que traz aracnídeo gigante estreia nesta quinta (5) nos cinemas
Cine R7|Giovane Felix
Filmes com animais assassinos sempre tiveram um apelo para o público. Em 1963, Alfred Hitchcock nos presenteou com o inesquecível Os Pássaros, um marco do suspense que explorou o terror vindo do céu. Anos mais tarde, em 1975, Steven Spielberg fez história com Tubarão, redefinindo o gênero e transformando para sempre o imaginário coletivo sobre os perigos do oceano.
No entanto, nas últimas décadas, esse subgênero perdeu força, dando lugar a produções de qualidade duvidosa e pouca relevância, como as franquias Anaconda e Pânico no Lago. Ainda assim, o diretor Kiah Roache-Turner busca agora reviver o terror com animais ao trazer para as telonas uma criatura pouco explorada na história do cinema: a aranha.
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Sting - Aranha Assassina, que estreia nesta quinta (5), apresenta Charlotte (Alyla Browne), uma adolescente que encontra uma pequena aranha em seu prédio e decide adotá-la como animal de estimação. Porém, a diversão da jovem se transforma em um pesadelo, à medida que o animal cresce de forma monstruosa e passa a se alimentar de carne humana.
Além da sinopse clichê, a condução da história é sem graça. Em diversos momentos, o longa parece se esquecer de que se trata de um filme de terror e se perde no drama familiar sem carisma. A tentativa de criar suspense, revelando aos poucos a presença da aranha em cena, também falha, tornando a narrativa ainda mais arrastada.
Os personagens coadjuvantes são caricatos e têm pouco tempo de tela, o que dificulta a criação de empatia e reduz o impacto das cenas de morte. Os dois protagonistas também não surpreendem. Por fim, as atuações refletem o roteiro morno que não engaja o público da forma que promete.
Por outro lado, a ambientação da história é feita de forma competente. A trama se desenrola inteiramente no prédio onde a família mora. O ambiente restrito, embora possa sugerir uma limitação orçamentária da produção, acaba por reforçar a sensação de claustrofobia. Essa escolha contribui para a construção da atmosfera do filme, permitindo a direção explorar outras possibilidades narrativas.
Mesmo com alguns momentos cômicos que arrancam alguns risos e poucas cenas de tensão eficazes, Sting - Aranha Assassina não traz nada de novo e se torna um terror genérico. Não chega a ser bom, nem ruim o suficiente para ser lembrado.
Confira o trailer de Sting - Aranha Assassina:
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