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‘Um Filme Minecraft’: adaptação supera desafios e cria história original dentro do universo do jogo

Filme estrelado por Jack Black e Jason Momoa estreou nos cinemas nesta quinta-feira (3)

Cine R7|Marcus Francisco*

'Um Filme Minecraft' chegou aos cinemas no dia 03 de abril Divulgação

O cinema hollywoodiano vira e mexe entra na onda das adaptações de videogames. Após o sucesso da trilogia Sonic, da animação Super Mario Bros. e do terror Five Nights at Freddy’s, chegou a vez de um dos games mais jogados da última década ganhar as telonas: Minecraft.

Um Filme Minecraft, estrelado por Jack Black e Jason Momoa, estreou nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira (3) cumprindo o objetivo de criar uma história original nesse universo amado por milhões de fãs.

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Adaptar para o cinema o jogo responsável por fomentar o cenário da criação de conteúdo de game por todo o mundo é, teoricamente, uma tarefa mais desafiadora do que outros sucessos recentes da indústria cinematográfica.

Afinal, o jogo é baseado completamente em quadrados — demandando certa criatividade ao lidar com o formato live action, além do uso quase que obrigatório de efeitos especiais — e não tem uma história completamente delineada. Um Filme Minecraft se sai bem nesse desafio.


Dirigido por Jared Hess, o filme conta a história de um grupo de pessoas que encontram um portal para uma dimensão formada por cubos — o Overworld —, onde precisam sobreviver dias e noites.

Eles contam com a ajuda de Steve (Jack Black), preso na dimensão há mais tempo. Juntos, eles enfrentam uma ameaça que vem do Nether — o submundo do universo Minecraft.


Para estruturar a narrativa, o filme aborda a relação entre as dimensões, seja pelos humanos que visitam o Overworld ou por um Aldeão (um dos poucos personagens do jogo que permitem qualquer tipo de interação) que vai parar no mundo real.

O núcleo que se passa no mundo real se destaca como alívio cômico da história. Apesar do uso frequente do humor, o filme desenvolve uma trama de aventura com elementos à la Indiana Jones — em um dado momento, o filme faz uma clara referência à clássica cena de O Templo da Perdição em que o explorador usa um carrinho de mina para fugir do vilão.


Jack Black e Jason Momoa fazem os dois personagens com mais destaque na trama, Steve e Garrett “O Lixeiro” Garrison Divulgação

O personagem de Jack Black, Steve, tem características que costumam estar impressas nos personagens interpretados pelo ator, como humor e números musicais.

No jogo, Steve não tem uma história, o que abre espaço para a equipe criativa desenvolver algo do zero. Jason Momoa também atua na sua zona de conforto, como Garrett “O Lixeiro” Garrison, um personagem que mistura roupas coloridas ao estilo bruto do ator.

Para desenvolver os cenários cúbicos, a produção explorou ao máximo o uso de efeitos práticos, mas não escapa do uso de CGI. Feitos em 3D, os personagens podem causar uma certa estranheza em um primeiro momento, uma vez que diferem muito dos visuais presentes nos jogos.

Apesar das diferenças, os efeitos funcionam bem com o filme, com interações entre atores e efeitos especiais que não parecem tão artificiais.

Piglins, personagens do jogo, são os principais antagonistas do filme Divulgação

Como toda adaptação, o filme acena ao público que vem da obra original, como ao utilizar músicas da célebre trilha sonora do jogo. A produção não se perde nas referências e consegue lidar com a liberdade criativa de um jogo com infinitas possibilidades e sem uma narrativa estruturada.

*Sob supervisão de Lello Lopes

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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