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‘O Agente Secreto’ mostra que ter o Brasil indicado ao Oscar de Melhor Filme é o novo normal

Longa dirigido por Kleber Mendonça Filho também teve indicações a Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator

Cinema de Segunda|Lello LopesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O filme 'O Agente Secreto' foi indicado a quatro categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme.
  • As indicações igualam o recorde de 'Cidade de Deus' como filme brasileiro no Oscar.
  • A vitória no Festival de Cannes ajudou a solidificar a posição do cinema brasileiro internacionalmente.
  • Com a crescente visibilidade, espera-se que o Brasil continue produzindo filmes de alta qualidade nos próximos anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Oscar é a grande vitrine para a nova onda do cinema brasileiro Divulgação

Até pouco tempo atrás a ideia de ter o Brasil representado na categoria de Melhor Filme no Oscar era quase impensável. Agora, já virou rotina. O Agente Secreto mostrou, nesta quinta-feira (22), que o novo normal é ter o cinema brasileiro disputando em igualdade de condições as principais premiações do mundo.

Se a indicação de Ainda Estou Aqui a Melhor Filme no Oscar do ano passado pegou muita gente de surpresa, a de O Agente Secreto neste ano já era esperada. Desde que ganhou dois prêmios no Festival de Cannes, o filme dirigido por Kleber Mendonça Filho se credenciou a entrar nas principais categorias do Oscar de 2026.


As quatro indicações (Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco) na manhã desta quinta (22) fazem O Agente Secreto igualar o recorde de um filme brasileiro, que pertencia a Cidade de Deus.

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E deixa um gostinho de que poderia ter sido ainda melhor, com chances concretas de ter entrado também em Melhor Roteiro e Melhor Direção.


A lembrança em Melhor Elenco é emblemática: logo na estreia da categoria no Oscar um filme não falado em inglês entrar na disputa mostra a qualidade do trabalho comandado por Gabriel Domingues.

Para quem ainda tinha dúvida (ou torcia o nariz), isso prova a grande fase do cinema nacional, impulsionado pelas leis de incentivo à cultura e por realizadores dispostos a contar histórias que não são assim tão convencionais.


Além de O Agente Secreto, o Brasil produziu outros filmes incríveis no ano passado, como O Último Azul (premiado no Festival de Berlim), O Filho de Mil Homens, Manas e Oeste Outra Vez.

O Oscar, que nos últimos anos abriu as portas para uma maior internacionalização, acaba sendo a grande vitrine para essa nova onda do cinema brasileiro, que já surfa nos grandes festivais de cinema (lembrando que Ainda Estou Aqui também foi premiado em Veneza).


A tendência é que esse ciclo continue nos próximos anos. Porque com mais evidência para a produção nacional, mais dinheiro é liberado para outros filmes. E com uma produção maior, é claro que aumentam as chances de o país fazer mais filmes de qualidade.

Porque é inegável que Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto chegaram na categoria de Melhor Filme do Oscar merecidamente. São trabalhos incríveis, que merecem estar ao lado dos melhores do ano.

O Agente Secreto agora entra em uma nova fase. Hoje é dia de comemorar. A partir de amanhã começa a campanha para levar uma estatueta para casa. Melhor Filme Internacional e Wagner Moura, como Melhor Ator, não são os favoritos, mas parecem no momento os candidatos com maior chance para o Brasil ganhar alguma coisa na cerimônia marcada para o dia 15 de março.

A concorrência é bem forte, mais do que no ano passado. Mas quem sabe ganhar o Oscar não vire também o novo normal.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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