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Amigo que gravou relato sobre sonho do tecladista dos Mamonas no dia do acidente guarda até hoje mecha de cabelo do músico

Nelson de Lima era cabeleireiro de Júlio Rasec, que morreu no acidente aéreo em 1996

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas completa 30 anos em março de 2026.
  • Uma gravação do tecladista Júlio Rasec, feita horas antes do acidente, revela que ele teve um sonho sobre a tragédia.
  • Nelson de Lima, cabeleireiro e amigo de Júlio, guarda lembranças do músico, incluindo uma mecha de cabelo e fotos.
  • Ele batizou um de seus filhos de Júlio Rasec em homenagem ao amigo, que nasceu um ano após o acidente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nelson (à direita) era cabeleireiro de Júlio Rasec, tecladista da banda Mamonas Assassinas Montagem/R7 - Reprodução/Redes sociais

A morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas completa 30 anos em março de 2026. Quem acompanhava a banda na época sabe que os meninos brincavam com tudo e com todos.

Mas, três décadas depois, uma gravação caseira ainda intriga os fãs: nela, o tecladista Júlio Rasec revela ter tido um sonho sobre o acidente.


Na gravação em VHS, doze horas antes da tragédia aérea que chocou o Brasil no dia 2 de março de 1996, Júlio está no salão do cabeleireiro e amigo Nelson de Lima, em Guarulhos, para retocar o vermelho dos cabelos. É o próprio Nelson o responsável por registrar aquele que seria o último depoimento do músico.

Com a câmera ligada, o cabeleireiro pede que Júlio fale sobre Portugal, onde a banda viajaria para uma turnê em 3 de março. O tecladista faz uma piada sobre as mulheres portuguesas e se afasta da câmera por alguns segundos, mas logo retorna.


Com a expressão séria e coçando a parte de trás da cabeça, Júlio relata o sonho que tivera naquela noite: “Não sei, essa noite eu sonhei com um negócio... Parecia que o avião caía. Não sei. Não sei o que quer dizer isso”, afirmou ele no registro. O conteúdo ganhou repercussão na época, sendo exibido em diversos programas de TV. Assista:

Três décadas depois, Nelson, hoje com 64 anos, não tem mais o salão em Guarulhos. Desde 2012, ele mora em Araraquara, cidade a 270 quilômetros de São Paulo.


Em entrevista ao blog Do Meu Tempo, o profissional conta como iniciou amizade com o músico. “Júlio era meu cliente desde os 11 anos. Depois vieram os pais e a irmã”.

Quem é fã da banda lembra de um Júlio brincalhão, mas Nelson diz que não era bem assim no começo. “Na época da banda Utopia, ele era mais reservado e não costumava conversar muito. Só mudou quando formou os Mamonas Assassinas”.


Jaqueta da banda foi um presente especial de Júlio para Nelson e segue guardada como uma das lembranças mais simbólicas dessa amizade Arquivo pessoal

O vibrante tom vermelho-alaranjado que marcou os cabelos do músico surgiu junto com a transição do grupo de Utopia para Mamonas Assassinas. “Ele me pediu para mudar o cabelo, já que a banda havia mudado de nome e ele queria um visual diferente. Fizemos vários testes até finalmente chegar nesse vermelho”, lembra.

Sobre a gravação do vídeo, Nelson garante que era para ser uma simples recordação. “Até então, eu fazia apenas fotos, mas comprei uma câmera e comecei a fazer gravações. Caso ele não voltasse mais ao meu salão, eu teria aquilo guardado como uma lembrança da passagem dele por lá”.

A câmera que registrou o último depoimento de Júlio, as tintas, toalhas, a lâmina e até uma mecha de cabelo vermelha do músico seguem guardadas até hoje pelo cabeleireiro Arquivo pessoal

Nelson conta que não foi fácil ter de encarar a realidade de que o amigo e cliente famoso jamais voltaria. “Fiquei alguns dias sem trabalhar e toda vez que entrava no salão, não conseguia tirar da cabeça aquele dia, com ele falando sobre o sonho do acidente”, diz.

Os longos anos de amizade entre o cabeleireiro e o músico renderam muitos presentes que são guardados com orgulho até hoje, como fotos, CDs, uma jaqueta, um broche e, o mais curioso de todos, uma mecha dos cabelos vermelhos. Além disso, ele também conserva a navalha e a lâmina usadas para fazer o acabamento do cabelo.

Algumas fotos podem ser conferidas diretamente no simples salão unissex do cabeleireiro, localizado na Avenida Antônio Honório Real, número 95. “Os clientes olham para o quadro e perguntam como consegui aquelas fotos e assinaturas. É aí que eu conto que o Júlio frequentava meu salão desde criança, e o pessoal fica sem acreditar”, conta.

Mural com fotos e autógrafos está exposto no salão de Nelson, em Araraquara (SP) Arquivo pessoal

Filho de Nelson é batizado com nome em homenagem a Júlio Rasec

Em homenagem ao laço de amizade com Júlio Rasec, Nelson batizou um dos seus seis filhos de Júlio Rasec Sparapan Lima, que nasceu um ano e quatro dias após o acidente (1997). Rasec é nada mais é do que Cesar escrito de trás para frente.

Prestes a completar 29 anos, o rapaz relata como é carregar o mesmo nome do músico dos Mamonas Assassinas. “Quando conto às pessoas a história do meu nome, muitos nem acreditam. Mostro fotos e vídeos que tenho no meu celular, e elas ficam completamente espantadas”, diz.

De famoso, ele diz que só tem o nome. Assim como o pai, o talento de Júlio está na tesoura, e não na música. “Nunca pensei em seguir a carreira musical. Hoje, sou cabeleireiro, como meu pai”.

Casado há oito anos, o rapaz ainda não tem filhos, mas já tem uma certeza: “Minha intenção é passar o sobrenome Rasec para frente”.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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