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Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas foi resgatada e restaurada; veja como ficou!

Família do vocalista Dinho recuperou o carro após quase dez anos abandonado em um pátio no Rio de Janeiro

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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Brasília Amarela, ano 1979, foi comprada pelo vocalista Dinho nos anos 1990. Após ser leiloado e passar anos abandonado no Rio de Janeiro, o carro foi recuperado e restaurado pela família do cantor Montagem/R7 - Reprodução/Redes sociais

É impossível falar dos Mamonas Assassinas sem lembrar da lendária Brasília Amarela, eternizada em Pelados em Santos e símbolo máximo da banda, cuja trajetória foi interrompida tragicamente em um acidente aéreo em 2 de março de 1996.

O carro, modelo 1979 com motor 1.600, foi comprado por Dinho de um ex-sogro em 1991. Totalmente personalizado pelo cantor, o veículo ganhou aerofólio de Kadett GSI, escapamento de Fusca, para-choques de Uno, rodas gaúchas, retrovisor direito de Gol “quadrado” 1991 e esquerdo de caminhonete, além de um extintor adaptado como buzina e acabamento interno em estampa de oncinha.


Meses após a tragédia envolvendo o grupo Mamonas Assassinas, a Brasília Amarela foi leiloada em um programa de TV e levada para o Rio de Janeiro. Anos depois, o carro foi apreendido em uma blitz por causa de problemas em sua documentação e permaneceu abandonado em um pátio por dez anos.

Em 2015, a família de Dinho readquiriu o veículo e iniciou o processo de restauração, preservando cerca de 75% das características originais da Brasília. Atualmente, o automóvel é conduzido por Hildebrando Alves, pai de Dinho, e participa de eventos e exposições.


Em entrevista ao blog Do Meu Tempo, o empresário Jorge Santana, primo do vocalista Dinho e CEO da marca Mamonas Assassinas, relembra a história da icônica Brasília Amarela, fala sobre o processo de restauração do carro e muito mais. Confira!

Como a Brasília Amarela entrou na família do Dinho?


Jorge: “Na verdade, entrou duas vezes: a primeira quando Dinho teve a ideia da música Pelados em Santos, escrita por ele em 1991, ainda em uma versão mais brega; e a segunda em 2015, quando localizamos a Brasília em um ferro-velho e resolvemos comprá-la e trazê-la para São Paulo. Compramos outra Brasília, que serviu de base para a montagem da original. No fim, de duas, nasceu uma só."

Como foi o processo de restauração do carro?


Jorge: “O processo de restauração foi e é algo complexo, pois se trata de um carro antigo. A Guarulhos Sucatas, empresa aqui de Guarulhos, onde os donos são nossos amigos há muitos anos, vem restaurando, de tempos em tempos, a boa e velha Brasília.

Hoje, a Brasília está 75% original e a gente sempre tenta deixá-la o mais próxima possível do que ela sempre foi. A dificuldade em encontrar peças é enorme, mas a gente sempre acha uma maneira de resolver."

A música Pelados em Santos transformou a Brasília em um ícone nacional. A família imaginava que o carro ganharia tamanha projeção?

Jorge: “A gente não imaginava que a letra iria dar tanta visibilidade à Brasília, mas é sempre surpreendente ver o que ela provoca nas pessoas.”

Qual é o sentimento da família ao saber que, até hoje, muitos fãs querem tirar foto ao lado do carro?

Jorge: “Que a arte valeu e vale a pena: ver a canção do Dinho na boca de todo mundo nos dá muito orgulho.”

É possível imaginar os Mamonas Assassinas sem a imagem da Brasília Amarela?

Jorge: “Acho que o Dinho, quando criou a música Pelados em Santos, que antes se chamava Pichulinha, não imaginava que ela se tornaria a base de um reconhecimento que atravessa gerações.

Hoje, 30 anos depois, esse é o ponto alto das apresentações da banda Mamonas - O Legado (o tributo), em um momento único em que todos cantam em coro.

Uns chamam de música da Brasília Amarela, outros de “música da mina”. No fim, Mamonas e a Brasília se fundem em um só propósito: arrancar risos e levar alegria.”

O carro atualmente participa de eventos e exposições pelo Brasil. Quais são os planos para o futuro?

Jorge: “Que futuramente a Brasília fique exposta em um museu, para que todos possam ter acesso a ela.”

Confira fotos da restauração da Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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