Mamonas Assassinas: musa de ‘Pelados em Santos’ teve affair com baixista; veja como ela está
Nereide Nogueira relembra os bastidores do único clipe gravado em 1995 pela banda e revela detalhes do affair com Samuel

Nereide Nogueira tinha 23 anos, era modelo, fazia oficina de atores no Rio de Janeiro e acumulava pequenas participações na TV quando, em 1995, recebeu um convite que mudaria sua vida para sempre: ser a musa do clipe de Pelados em Santos, dos Mamonas Assassinas.
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Hoje, aos 53, a eterna “Pitchula” do único clipe da banda vive longe dos holofotes, em Atibaia, a 66 quilômetros de São Paulo, ao lado do marido, com quem é casada há duas décadas, e do filho adolescente. Ela trabalha como produtora de eventos, mestre de cerimônias e ainda realiza trabalhos como modelo 50+.
Trinta anos após o trágico acidente aéreo que matou os cinco integrantes do grupo, Nereide abre o baú de memórias em entrevista ao blog Do Meu Tempo.
Ela relembra como surgiu o convite para o clipe icônico, compartilha os bastidores da gravação, fala sobre o dia que antecedeu a tragédia e ainda faz uma revelação surpreendente sobre o affair que viveu com o baixista Samuel Reoli. Confira essa entrevista!
A foto que mudou sua vida

“Acredito muito em destino. Naquela época, eu morava no Rio de Janeiro, fazia oficina de atores e gravava, aos domingos, um programa com Xuxa, César Filho e Chico Anísio. Uma amiga minha, Renata, que também era modelo, me apresentou à Marcinha, produtora de um estúdio.
Como era comum naquele tempo, eu andava sempre com uma agenda por causa do trabalho. Dentro dela, guardava várias fotos de eventos e trabalhos que tinha feito. Entre elas, imagens de uma feira em São Paulo.
Nessa feira, trabalhei caracterizada como Jessica Rabbit (personagem de desenho animado). Ao lado do meu estande, havia outro com Rubens Barrichello. Fui até lá, ainda caracterizada, tirar uma foto com ele e guardei a imagem na agenda.
Na hora de ir embora, a agenda caiu no chão. De todas as fotos que estavam ali dentro, a única que caiu foi justamente essa, com o Rubinho.
Mostrei essa foto para a Marcinha, e ela comentou: “Que foto legal. Quem é?”. Respondi que era eu.
Passados alguns meses, ela me ligou dizendo que estava produzindo o clipe de uma banda chamada Mamonas Assassinas e perguntou se eu conhecia. Disse que já tinha ouvido no rádio, que achava engraçada, que tinha gostado, mas que não conhecia os meninos. Então, ela perguntou se eu poderia participar da gravação na semana seguinte. Eu aceitei.
Na época, a produção tinha uma verba muito curta. O vestido que usei no clipe era o mesmo da foto com o Rubinho, emprestado de um amigo. Já a piteira, eu comprei em uma tabacaria."
Bastidores de “Pelados em Santos”

“Só de lembrar, dou risada. Na hora em que cheguei ao set de gravação, eu não tinha noção da música. Depois fui descobrir que era uma canção sobre uma mulher.
A ideia inicial da produtora era fazer um desenho animado da “Mina”, mas os meninos explicaram que não poderia ser desenho animado, porque a “Mina” existia e a música tinha sido feita para ela. Portanto, precisava ser uma mulher real e no estilo Jessica Rabbit.
Foi aí que a Marcinha lembrou de mim e me convidou para o clipe. Quando cheguei ao estúdio e vi aquela bagunça com galinha, porco e cabrito, pensei: o que está acontecendo aqui? Em seguida, fui apresentada aos meninos e logo percebi a conexão muito grande entre eles.
Eu não costumava levar câmera para fotografar meus trabalhos, porque o filme não era barato. Mas, naquele dia, eu estava com ela e aproveitei para tirar fotos do set.
Quando fui gravar minha parte, deixei a câmera em cima de uma cadeira. Terminada a gravação, troquei telefone com os meninos. O Samuel, baixista dos Mamonas, começou a me ligar perguntando se eu já tinha revelado as fotos. Eu disse que não, porque ainda havia algumas poses. Ele comentou que não tinham registrado os bastidores do clipe e que só eu tinha imagens daquele momento.
Pouco depois, fui ao cinema com meu sobrinho e deixei o filme para ser revelado na Fotótica. Quando saí da sessão, vi uma multidão em frente à loja, dando risada. Ao me aproximar, percebi que estavam exibindo as minhas fotos, mas algumas delas eu não tinha tirado.
Depois entendi por que o Samuel queria tanto aquelas imagens: eles tinham pegado minha câmera sem que eu soubesse e feito fotos. Eram registros do Dinho, do Júlio e do próprio Samuel. Eles foram os pioneiros da selfie (risos)."
A piteira quebrada

“No set de gravação, estávamos eu e os meninos quando deixei a piteira (acessório colocado na ponta de cigarros) cair no chão e a ponta quebrou. Meu coração disparou. Virei para o Samuel e disse que não acreditava que tinha quebrado aquilo sem nem ter começado a gravação.
“Ela está comigo até hoje. É meu xodó, guardado a sete chaves.”
Ele pediu que eu esperasse, que daria um jeito. Pegou uma fita preta, remendou a piteira e me devolveu. Ela está comigo até hoje. É meu xodó, guardado a sete chaves."
O affair com Samuel
“Eu e o Samuel tivemos um affair, mas nunca houve um beijo.”
“Eu e o Samuel tivemos um affair, mas nunca houve um beijo. A gente nunca ficou junto. Falávamos por telefone duas ou três vezes por semana. A banda tinha muitos shows, e eu gravações e trabalhos como modelo. Não conseguíamos encontrar tempo para nos ver.
A última vez que falei com o Samuel foi na véspera do acidente. Ele me contou que faria um show em Brasília e, em seguida, viajaria para uma turnê na Europa. Antes disso, no domingo, haveria um churrasco de despedida em um sítio em Sorocaba, e queria muito que eu fosse.
Na época, eu morava em São Bernardo do Campo, e o Samuel, em Guarulhos. Mesmo assim, ele disse: “Você esqueceu que acabei de comprar um carro? Para mim, é a maior satisfação ir te buscar”. Ele disse que me ligaria na manhã seguinte, pois chegaria de viagem na madrugada. Infelizmente, essa ligação nunca aconteceu.
Por volta das seis da manhã, o telefone de casa começou a tocar sem parar. Eu só ouvia minha mãe dizendo que eu estava dormindo e que não iria me acordar, até que meu cunhado ligou. Quando atendi, ele perguntou: “Você viu que o avião dos Mamonas caiu?”
Levantei da cama, liguei o rádio e ouvi a notícia de que o avião havia caído. Fiquei sem acreditar."
Eterna musa
“Para mim, é uma honra ser a musa, a “Pitchula dos Mamonas Assassinas”. Na época, eu tinha 23 anos e, hoje, aos 53, ser lembrada me deixa profundamente honrada. É como voltar no tempo, e isso me dá ainda mais gás para a vida. Eles continuam sendo muito importantes para mim.
“Para mim, é uma honra ser a musa, a “Pitchula dos Mamonas Assassinas.”
Naquele momento, foi apenas mais um trabalho, mas eu jamais imaginei que marcaria o coração de tantas pessoas e que eles permaneceriam tão vivos na memória de todos nós."
Hoje é modelo de peles maduras

“Trabalho na área de eventos como produtora e mestre de cerimônia, além de atuar como modelo de peles maduras. Hoje, o mercado mudou bastante e há uma grande procura por mulheres com esse perfil, uma forma mais simpática e respeitosa de se referir às mulheres mais velhas.”
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