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Morte dos Mamonas Assassinas completa 30 anos

Tragédia pôs fim à curta e meteórica trajetória do grupo de rock formado por Dinho, Júlio Rasec, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Bento Hinoto

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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Banda formada por Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, e os irmãos Samuel Reoli e Sérgio Reoli teve sucesso meteórico Reprodução/Redes Sociais

Há exatos 30 anos, em 2 de março de 1996, um acidente aéreo matou os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas e mais quatro pessoas.

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O Brasil, que ainda carregava o luto pela perda de Ayrton Senna dois anos antes, voltou a ser profundamente abalado pelo fim trágico de um grupo que alcançou sucesso meteórico embalado por uma Brasília Amarela.

A banda de rock era formada por cinco jovens irreverentes e carismáticos de Guarulhos, na Grande São Paulo: Alecsander Alves (Dinho), então com 24 anos, vocalista e líder da banda; Alberto Hinoto (Bento), de 26, guitarrista; Júlio Cesar Barbosa (Júlio Rasec), de 28, tecladista; e os irmãos Samuel e Sérgio Reis de Oliveira (Samuel Reoli e Sérgio Reoli), de 22 e 26 anos, respectivamente baixista e baterista.


O grupo lançou seu primeiro e único álbum, “Mamonas Assassinas”, com 14 faixas, em 23 junho de 1995. Em pouco tempo, as canções, marcadas por letras escrachadas, cheias de duplo sentido e por uma mistura ousada de gêneros como pagode, heavy metal, forró e brega, passaram a figurar entre as mais tocadas nas rádios de todo o país.

Hits como “Pelados em Santos”, “Robocop Gay” e “Chopis Centis” estavam entre as músicas mais cantadas por crianças e adultos. A banda realizava de sete a oito shows por semana, de norte a sul do Brasil, e era disputada pelos principais programas de TV da época.


O fenômeno Mamonas Assassinas chegou ao fim após apenas oito meses de estrada, justamente quando a banda se preparava para uma turnê em Portugal. Ainda assim, deixou números históricos: no total, mais de três milhões de discos vendidos e a conquista do disco de diamante.

Até hoje, o álbum segue como o disco de estreia mais vendido da história da música brasileira. Foram 1,8 milhão de cópias comercializadas, com uma impressionante média de 50 mil discos vendidos por dia.


Nenhuma outra banda conseguiu ocupar o mesmo espaço no cenário musical, com a combinação única de irreverência, ousadia e carisma que consagrou os eternos garotos de Guarulhos. O legado permanece vivo e atravessa gerações.

Prova disso são os números atuais. De acordo com dados do Spotify, o álbum “Mamonas Assassinas” soma cerca de dois milhões de ouvintes mensais.

As três músicas mais ouvidas na plataforma são “Pelados em Santos”, com 66 milhões de reproduções, “Robocop Gay”, com 55,1 milhões, e “Vira-Vira”, com 55 milhões.

O acidente

Era noite de sábado, 2 de março de 1996. Às 23h15, o jato executivo Learjet 25D, prefixo PT-LSD, que transportava os integrantes dos Mamonas Assassinas, com destino ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, se preparava para pousar quando perdeu altitude e colidiu, a mais de 300 quilômetros por hora, contra uma montanha na Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo. O acidente ocorreu uma hora e 15 minutos após a decolagem de Brasília.

Todos os nove ocupantes da aeronave morreram: os integrantes da banda Dinho, Bento, Júlio, Sérgio e Samuel; o piloto Jorge Martins; o copiloto Alberto Takeda; além de dois funcionários do grupo, o segurança Sérgio Saturnino Porto e o assistente de palco Isaac Souto, primo de Dinho.

Após a tragédia, os Mamonas Assassinas receberam diversas homenagens póstumas em Guarulhos, cidade natal do quinteto. Entre elas estão uma praça com o nome da banda no Parque Cecap e vias batizadas com os nomes dos músicos, como a rua Alecsander Alves, nome de batismo de Dinho, localizada no bairro Vila Barros, onde o cantor morou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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