Estante da Vivi 'Angústia' e 'Vidas Secas': obras de Graciliano Ramos já podem ser baixadas de graça na internet

'Angústia' e 'Vidas Secas': obras de Graciliano Ramos já podem ser baixadas de graça na internet

Produção do escritor alagoano caiu em domínio público agora em janeiro, quando sua morte completou sete décadas

  • Estante da Vivi | Vivian Masutti, do R7

O escritor Graciliano Ramos (1892–1953), um dos mais importantes da literatura regionalista nacional

O escritor Graciliano Ramos (1892–1953), um dos mais importantes da literatura regionalista nacional

Domínio Público

A editora Todavia não perdeu tempo. Logo nos primeiros dias de 2024, aproveitou que a morte de Graciliano Ramos completava 70 anos para se apropriar do domínio público de sua obra e lançar belas edições dos livros Angústia, de 1936, e o inédito Os Filhos da Coruja.

Agora, a lei permite que adaptações sejam feitas das mais infinitas maneiras, sem a autorização dos herdeiros.

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O primeiro foi escrito quando Graciliano estava preso, durante a ditadura Vargas, acusado de comunismo, e retrata um país dividido entre o velho e o novo.

Conduzem a história três personagens centrais: um homem sem posses que faz de tudo para conquistar a vizinha; seu rival, um herdeiro que passa a cobiçar a moça; e a própria jovem, que desencadeia a tragédia que provoca o título do livro.

Destaca-se aí a técnica do fluxo de consciência que torna impossível acreditar na veracidade do que conta o narrador-personagem conta.

Já o segundo é baseado em um poema de 1923, escrito sob pseudônimo, que se baseia em uma fábula de La Fontaine. Trata da saga de um gavião, uma coruja e seus filhotes e é voltado ao público infantil, apesar do final cruel.

Mas a Todavia não foi a única. Mais de uma dezena de editoras têm planos de colocar nas livrarias outros sucessos do autor, como São Bernardo e Memórias do Cárcere — o que tem deixado os herdeiros de cabelo em pé.

Capa de 'Angústia', da Record

Capa de 'Angústia', da Record

Reprodução

Até então, quem detinha os direitos era a editora Record, que os continuará pagando até 2029. Desde 1975 com eles, a casa já vendeu 2 milhões de exemplares de Vidas Secas, por exemplo, leitura obrigatória nos principais vestibulares do país.

Na mira de Companhia das Letras e Penguin, que pretendem apostar na segurança dos clássicos, a obra de Graciliano também poderá ser baixada gratuitamente no portal Domínio Público, uma biblioteca digital mantida pelo Ministério da Educação.

Fortemente recomendada!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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