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Estante da Vivi
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E se seu artista favorito for um monstro? Livro levanta detalhes sórdidos da vida de grandes gênios

Monsters: a Fan's Dilemma traz cineastas abusivos, pintores cruéis, autores antissemitas e escritoras que abandonaram os filhos

Estante da Vivi|Vivian Masutti, do R7 e Vivian Masutti

Capa do livro 'Monsters: a Fan Dilema'
Capa do livro 'Monsters: a Fan Dilema' Capa do livro 'Monsters: a Fan Dilema'

“Todos os vivos estão cancelados ou prestes a serem cancelados”, escreve a autora Claire Dederer em seu mais recente livro, Monsters: a Fan's Dilemma ("Monstros: o Dilema de um Fã", ainda sem tradução no Brasil), que divide suas 250 páginas entre memórias e um tratado saboroso sobre os bastidores imorais da trajetória de escritores, músicos e personalidades bem-sucedidas.

Não é surpresa que a obra comece com a vida romântica do diretor Woody Allen, que causou um escândalo quando trocou a atriz Mia Farrow pela filha adotiva dela, Soon-Yi Previn, de 20 anos — e foi acusado de abuso pela ex. O que ele nega.

Na sequência, a autora lista uma galeria de criminosos e celebridades de caráter duvidoso, como as escritoras J.K. Rowling (que postou que preferia ter aids a apoiar a comunidade transgênero), Virginia Woolf (cujos diários estão cheios de comentários antissemitas) e Doris Lessing (que abandonou dois filhos ao se mudar de Rodésia para Londres).

Claire Dederer lembra ainda do cineasta Roman Polanski, julgado culpado de ter drogado e estuprado uma menina de 13 anos, na casa do ator Jack Nicholson, em 1977. O diretor, fugitivo da Justiça americana, também já foi considerado culpado de pedofilia. Ele se diz inocente.

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Há ainda o espancador de mulheres Miles Davis e o pintor Pablo Picasso, que, entre outros relatos, apagou um cigarro no rosto de sua amante Dora Maar. O compositor Richard Wagner e o escritor Ezra Pound são outros lembrados por sua aversão à comunidade judaica.

O livro foi apontado pelo jornal The New York Times como um dos mais esperados do ano e é uma versão expandida de um artigo publicado pela autora na Paris Review. Ele pode não apontar soluções, mas sem dúvida mexe com o leitor, que passa a ter certeza de que a crueldade está intrinsecamente ligada à história da humanidade.

VEJA MAIS: Gênio pervertido? Woody Allen volta às manchetes por suposto escândalo sexual com filha adotiva

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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