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Praga, Day-Lewis gigolô e sexo: Kundera tornou pop retrato violento do Leste Europeu

'A Insustentável Leveza do Ser' foi para o cinema com médico garanhão que vira limpador de janela ao se opor ao regime

Estante da Vivi|

Lena Oline e Daniel Day-Lewis em cena de 'A Insustentável Leveza do Ser'
Lena Oline e Daniel Day-Lewis em cena de 'A Insustentável Leveza do Ser' Lena Oline e Daniel Day-Lewis em cena de 'A Insustentável Leveza do Ser'

É difícil se lembrar do escritor Milan Kundera, morto nesta quarta-feira, dia 12, aos 94 anos, sem associá-lo à sua obra mais marcante: o best-seller "A Insustentável Leveza do Ser" (R$ 47,90, 312 págs., Cia das Letras).

Publicado pela primeira vez em 1984, ele virou um romance geracional, daqueles que chafurdam o espírito de toda uma época. Mais ou menos como "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva, para citar essa tradição literária numa dimensão nacional.

Mistura de história de amor com análise política e drama existencial, "A Insustentável" catapultou Kundera ao estrelado e logo foi parar no cinema com um jovem e lascivo Daniel Day-Lewis na pele do protagonista Tomás.

Neurocirurgião que vive em Praga no fim dos anos 1970, ele vira limpador de janelas e gigolô após publicar um texto contra o regime comunista —o mesmo, aliás, que retirou a cidadania tcheca de Kundera, obrigando-o a se exilar na França.

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Se no filme um dos elementos mais marcantes é o erotismo da obra, com direito à nudez frontal das belas Juliette Binoche e Lena Olin, no livro, a ideia do eterno retorno é o que descompensa o leitor, envolvido com mudanças repentinas de peso e leveza no enredo.

Ao captar as contradições da juventude em plena Primavera de Praga, Kundera escreveu um romance universal e atemporal, que deve ser lido e relido por todos que uma vez contestaram a própria missão neste mundo. Vida longa a ele.

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